Hera Build chega ao mercado para democratizar IA

Todo mundo quer usar IA, mas poucos sabem por onde começar. Nós estamos aqui para mudar isso, diz Bárbara Vallim, CEO da startup

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Imagem das fundadoras da Hera Build. À esquerda, Suzana Oliveira, CRO, vestindo roupa em tons neutros e colar dourado, sorrindo para a câmera. À direita, Bárbara Vallim, CEO, vestindo blusa branca, também sorrindo. Ambas transmitem confiança e profissionalismo.
Suzana Oliveira, CRO da Hera, e Bárbara Vallim, CEO da Hera. Foto: Rodrigo Bacellar

Imagine um mundo em que a inteligência artificial (IA) está ao alcance de qualquer pessoa, sem a necessidade de habilidades técnicas ou altos investimentos. É exatamente essa a proposta da Hera Build, startup liderada por mulheres. Fundada por Bárbara Vallim, CEO, e Suzana Oliveira, CRO, a empresa nasceu para democratizar a IA e mostrar que tecnologia pode ser simples, eficiente e acessível.

“Nosso diferencial está em permitir que qualquer pessoa use IA sem precisar de conhecimento técnico”, explica Bárbara. Com uma plataforma no-code, a Hera oferece soluções como agentes de IA personalizáveis, geração de imagens, automação de e-mails e integração com APIs. A ideia?

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Simplificar processos complexos e entregar resultados rápidos, como a criação de campanhas de e-mail marketing que antes levavam semanas e agora são finalizadas em poucas horas. “Todo mundo quer usar IA, mas poucos sabem por onde começar. Nós estamos aqui para mudar isso.”

Poder da simplicidade

Suzana lembra o principal desafio das empresas hoje: desmistificar a IA. “Transformamos algo complexo em algo tangível, que qualquer um consegue usar. Essa simplicidade gera vantagem competitiva para nossos clientes.”

Um exemplo disso é o case da Odontoprev, que atua no setor de planos de saúde odontológicos. Em dois meses, a solução de atendimento via IA implementada no e-commerce da empresa aumentou a receita em 63%. “Não é só atendimento 24×7; estamos mapeando perfis, intenções de compra e comportamentos dos clientes”, detalha Suzana.

Além disso, a Hera não se limita a comunicação com o cliente, aponta Bárbara. Sua suíte de ferramentas vai de machine learning a reconhecimento óptico de caracteres (OCR). “Estamos resolvendo problemas de eficiência operacional que são verdadeiras dores de grandes empresas”, acrescenta.

Crescimento orgânico e visão global

A Hera começou no final de 2023 com capital próprio e desenvolvimento da solução dentro de casa. Em apenas um mês e mês, a startup validou seu MVP, tempo recorde. No ano passado, em dezembro, a startup abriu sua primeira rodada de investimentos com planos ambiciosos. “Queremos crescer 200% no próximo ano e alcançar US$ 1,3 milhão em faturamento ainda este ano”, projeta Bárbara.

Mesmo com o foco inicial no Brasil, a visão da Hera é global. “Desde o início, projetamos a plataforma para atender empresas fora do país. Sabemos que nosso potencial é internacional”, afirma Bárbara.

Mulheres empoderando mulheres

A escolha do nome Hera, inspirado na deusa grega, reflete a essência da empresa. Força, conhecimento e empoderamento feminino estão no coração da startup. O logotipo reforça essa mensagem com o “A” solto, simbolizando liberdade e inovação.

Para as fundadoras, o empreendedorismo é uma jornada solitária, mas também de aprendizado e conexão. “Queremos investidores que compartilhem nossa visão, que tragam mentoria e abram portas”, diz Bárbara.

IA inclusiva

Enquanto o mercado ainda lida com desconfianças sobre o impacto da IA nos empregos, a Hera adota uma abordagem colaborativa. “Nosso papel é apoiar as pessoas na jornada, automatizando tarefas repetitivas e liberando tempo para atividades mais estratégicas”, defende Suzana.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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