Governo brasileiro define possíveis estratégias para taxar big techs

Equipe econômica espera aval do Planalto para implementar Cide, tipo de imposto com objetivo regulatório

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A imagem mostra o Congresso Nacional do Brasil, em Brasília. O complexo arquitetônico é composto por duas torres altas ladeadas por duas cúpulas — uma em cada lado. A estrutura está refletida em um espelho d’água no primeiro plano da imagem. (governo) para falar da estratégia nacional de transformação digital.
Imagem: Shutterstock

Após a declaração feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (17), o governo brasileiro definiu uma estratégia para implementar uma nova taxação contra as big techs americanas. A informação é do jornal O Globo, baseada em detalhes da equipe econômica de Lula.

De acordo com a reportagem, os economistas planejam aplicar uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), um tipo de imposto com um objetivo regulatório. Dessa forma, a implementação da medida seria simples, já que não exige a divisão do valor com os estados.

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No entanto, a contribuição coletada dessas empresas exigiria uma série de definições antes de entrar em vigor e só acontecerá com sinal verde do governo, que ainda não decidiu como e se irá iniciar uma ofensiva contra as empresas de tecnologia americanas.

A ideia é se inspirar em cobranças feitas em outros países, como França, Itália, Espalha e Áustria. O Canadá também chegou a implementar uma taxação de big techs, mas recuou dos planos durante o estabelecimento de negociações recentes com os EUA.

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Caso seja mesmo implementada, a Cide deve ser enviada ao Congresso Nacional para votação ou ser implementada via medida provisória em caráter de urgência. Até o momento, no entanto, o Planalto não se manifestou sobre o assunto para além de confirmar que “se prepara para todos os cenários”.

Caso a Cide não seja vista como a melhor alternativa, há também outras propostas que podem ser debatidas, como aumentar a cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou ampliar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) especificamente das empresas estrangeiras de serviços digitais. Essas opções, porém, são consideradas “menos simples tecnicamente”.

*com informações do O Globo

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Sobre o Autor

Bella Winckler Matrone é repórter do IT Forum. Formada em jornalismo pela PUC-Campinas, desde 2018 se dedica a pautas ligadas à temas ESG, com forte ênfase ambiental. Possui passagens pela TV Record e assessorias de imprensa de instituições como a CUFA (Central Única das Favelas) e a Garena, com o jogo Free Fire. Atua no IT Forum, cobrindo tecnologia e inovação, desde 2024.

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