Reformulação anunciada no Google I/O 2026 substitui lista de resultados por experiências interativas geradas por inteligência artificial; publicadores
O Google anunciou a maior reformulação de sua ferramenta de busca. Durante o Google I/O 2026, realizado em Mountain View, na Califórnia, a empresa apresentou uma nova caixa de pesquisa com inteligência artificial, agentes de monitoramento contínuo da web e geração de interfaces interativas diretamente nos resultados. A mudança encerra o modelo que tornou o Google reconhecido globalmente: a lista de dez links classificados por relevância.
No lugar dos links, o sistema passará a construir experiências dinâmicas a partir de cada consulta, com elementos visuais gerados em tempo real, respostas conversacionais e, em determinados casos, aplicativos personalizados criados sob demanda.
A nova caixa de pesquisa se expande automaticamente para acomodar perguntas longas e complexas, sem exigir que o usuário escolha previamente entre diferentes modos de busca. O recurso também conta com sugestões que vão além do preenchimento automático tradicional, antecipando a intenção de quem pesquisa.
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A partir deste verão, nos Estados Unidos, usuários dos planos Google AI Pro e Ultra poderão criar agentes de informação dentro da própria busca. Conforme divulgado pelo Google durante o evento, esses agentes trabalham em segundo plano, 24 horas por dia, monitoram mudanças na web e alertam o usuário quando as condições definidas por ele forem atendidas.
A chefe de Busca do Google, Liz Reid, detalhou o funcionamento durante coletiva de imprensa antes do keynote. “Você pode enviar um alerta para monitorar movimentos de mercado em um setor específico, com parâmetros bem definidos, e o agente mapeará um plano de monitoramento, incluindo as ferramentas e os dados que precisa acessar”, disse ela, acrescentando que o sistema entrega uma atualização consolidada com links para aprofundamento.
A iniciativa retoma um conceito da própria empresa: em 2003, o Google lançou o Alerts, serviço que enviava notificações por e-mail quando novos resultados correspondiam a um termo cadastrado. Os agentes de informação são uma evolução desse mecanismo: além de detectar mudanças, são capazes de interpretá-las.
Desenvolvida em parceria com o Google DeepMind e baseada no modelo Gemini Flash 3.5, a chamada generative UI constrói elementos visuais e interativos específicos para cada pergunta. De acordo com o Google, o recurso será gratuito e terá distribuição global a partir do verão americano.
A empresa também anunciou que usuários poderão criar miniaplicativos personalizados diretamente na busca, via comandos em linguagem natural, usando o Antigravity, plataforma interna de desenvolvimento de agentes. Um planejador de refeições conectado à agenda pessoal foi o exemplo demonstrado no palco do I/O.
Os números divulgados pelo Google durante o evento dimensionam o ritmo de adoção. O AI Overviews, que gera resumos automáticos nos resultados, já registra 2,5 bilhões de usuários mensais. O AI Mode, versão conversacional lançada no ano passado, chegou a 1 bilhão de usuários mensais.
A reformulação tende a agravar um problema que já pressiona portais e veículos digitais: a queda no tráfego vindo do Google. Segundo o TechCrunch, a adoção crescente do AI Overviews já reduziu o volume de cliques em links externos e colocou operações dependentes de publicidade fora do ar. Com a generative UI e os agentes, o usuário terá ainda menos razões para sair da página de resultados.
O presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, sinalizou, em entrevista antes do I/O, que o objetivo é ampliar o acesso às ferramentas de IA para o maior número possível de pessoas, com disponibilização gratuita de vários recursos ao longo do tempo. A nova caixa de pesquisa começa a ser distribuída nesta semana.
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*Com informações do TechCrunch
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