EUA e China voltam a se enfrentar, agora por causa dos chips de IA da Huawei

Após breve trégua comercial, nova diretriz dos EUA sobre uso global de chips da Huawei reacende tensão com Pequim, que ameaça ações legais

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Estande da Huawei em um grande evento ou feira de tecnologia, com teto decorado por centenas de luzes em espiral e o logotipo da marca em destaque no centro superior da imagem. O local está lotado de pessoas, indicando grande interesse e movimentação no espaço da empresa. No fundo, é possível ver painéis e telas com informações tecnológicas, incluindo a frase "Accelerate industrial intelligence" (china, eua)
Imagem: Shutterstock

Poucas semanas depois de sinalizarem um arrefecimento na guerra comercial, Estados Unidos e China voltaram ao centro de um novo conflito. Desta vez, por causa dos chips de inteligência artificial (IA) da Huawei.

Segundo informações da Bloomberg, o Ministério do Comércio chinês ameaçou processar judicialmente empresas que seguirem as restrições impostas por Washington ao uso dos semicondutores da gigante chinesa.

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A tensão surgiu após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar, em 13 de maio, uma nova diretriz que proíbe o uso dos chips Ascend da Huawei em qualquer lugar do mundo, uma expansão agressiva das regras de exportação dos EUA. A medida foi anunciada no mesmo dia em que o governo revogou a regra de Difusão da IA, criada por Joe Biden, e gerou fortes reações do lado chinês.

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De acordo com a Bloomberg, o Ministério do Comércio da China considerou a nova orientação uma violação direta dos avanços recentes nas negociações bilaterais. Em comunicado oficial, Pequim acusou Washington de minar a confiança construída nas conversas anteriores e de exercer “intimidação comercial”.

A pressão diplomática surtiu algum efeito. O Departamento de Comércio dos EUA recuou e alterou discretamente a linguagem do comunicado original, retirando a expressão “em qualquer lugar do mundo”, um ponto sensível, pois implicava que até empresas fora dos EUA estariam sujeitas às sanções se usassem os chips da Huawei.

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