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Desenvolvimento do inglês faz parte das práticas de gestão

The book is on the table. Se isso é tudo o que você sabe falar em inglês, prepare-se para perder oportunidades de trabalho. “Inglês é, de fato, imprescindível”, opina Renata Lage, consultora de RH da Catho Online, site de classificados de currículos e vagas de emprego.

Segundo ela, em alguns cargos é exigido apenas o inglês técnico, necessário para ler documentações de sistemas, manuais e livros de referência. Mas para os de gestão, na maioria dos casos, a fluência é vital. “Esse profissional terá de conversar com fornecedores ou clientes no exterior e escrever documentos em outra língua”, observa.

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Guilherme Maciel, consultor sênior da Korn/Ferry, provedora global de soluções para a gestão de talentos, concorda e aponta que esse deixou de ser um diferencial no currículo. “É um pré-requisito para a maioria das demandas.”

A necessidade saltou porque o Brasil tornou-se um hub tecnológico para a América Latina e destino de empresas de fora, avalia Andreza Santana, diretora de Marketing do Monster, empresa de soluções de recrutamento e gerenciamento de carreiras online. “É fator-chave especialmente para aqueles que querem assumir posições estratégicas e conquistar oportunidades em multinacionais”, diz.

Nas melhores empresas para trabalhar, inglês é unanimidade. Mas a boa notícia é que na maioria delas, o desenvolvimento da língua faz parte das práticas de gestão. Esse é o caso da Dell Brasil. A companhia conta com treinamento global de língua estrangeira. “É um curso realizado com instrutores da Dell por meio da web e os profissionais podem participar das aulas de acordo com sua disponibilidade”, explica Alexandre Tran, diretor de Aquisição de Talentos da Dell América Latina.

“Aqui, o inglês é desejável por sermos uma empresa global. Em função do nosso crescimento na América Latina, entrou em cena o espanhol”, afirma Tran. Ele diz que se a busca é por um vendedor que interage somente com pessoas no Brasil, por exemplo, a língua não é decisiva. Mas se a procura é por profissionais que terão de interagir com times globais, é preciso ter um bom nível desde o primeiro dia.

Na Telefônica|Vivo, há um equilíbrio entre inglês e espanhol, já que a matriz fica na Espanha e os times compartilham de projetos, experiência e participam de conferências. “Em solo nacional, as pessoas investiram mais no inglês e é mais comum encontrá-las com um nível intermediário. Por isso, auxiliamos no desenvolvimento”, assinala Niva Ribeiro, diretora de Desenvolvimento Organizacional da Telefônica|Vivo.

De acordo com ela, a companhia subsidia parte do valor do curso, sendo que o teto máximo pode chegar a 70%. Também há aulas in-company oferecidas individualmente ou em grupo.
Na mesma trilha, está a PromonLogicalis, que aposta em um mix de e-learning e aulas presenciais. “Inglês e espanhol são muito demandados. Sem eles, pode-se criar uma barreira para a atuação e competitividade. Temos avançado no programa de idiomas, investindo em cursos fechados e via web”, afirma Tânia Casa, diretora de Recursos Humanos da PromonLogicalis.

A Cisco, fabricante de equipamentos de TI e Telecom, não deixa de contratar em razão da fluência no idioma, mas entende que o inglês é fator de sobrevivência na empresa, já que grande parte dos comunicados e relatórios é na língua. “A comunicação fica mais fácil e as pessoas se sentem mais confortáveis”, ensina Luciana Issa, gerente de Recrutamento da Cisco para América Latina.

Atualmente, a companhia não oferece curso de inglês, “porque espera-se que a pessoa já o tenha”, explica Silvio Paciello, diretor de RH da Cisco do Brasil. Mas para o espanhol, avalia-se a necessidade caso a caso e podem ser concedidas aulas.

Douglas Pereira, líder de Projetos em Telecom da Chemtech, empresa de solução de engenharia de TI do grupo Siemens, aponta que na área de Telecom da companhia o idioma é item de desempate. “Mas temos programas para aprimoramento na língua. Eu, por exemplo, tinha um nível intermediário. Fiz cursos e tive a oportunidade de participar de um projeto fora do País”, lembra.

O SAS Institute, empresa de soluções de inteligência analítica e serviços, acredita na premissa do desenvolvimento e ajuda o funcionário a aprimorar o idioma. O colaborador pode fazer o curso na organização ou escolher a escola que desejar, com investimento da empresa. “Em contrapartida, exigimos notas boas e presença em aula”, finaliza Ednalva Costa Vasconcelos, diretora de Finanças e de Recursos Humanos do SAS Institute.

Aprenda online
Em razão dos compromissos corporativos, nem sempre o profissional consegue realizar um curso de inglês ou espanhol presencialmente. O ensino virtual pode ser uma boa alternativa. Veja algumas sugestões:

Englishtown

www.englishtown.com.br
É possível ter acesso a recursos que converte texto para fala, laboratório de pronúncia, guia de gramática, tradutor e vídeos. Há professores nativos disponíveis e ao final de cada nível um certificado atesta o conteúdo aprendido. O serviço é gratuito por 14 dias. Depois, é preciso escolher uma assinatura com preços a partir de 119 reais ao mês.

Livemocha

http://livemocha.com
Portal de ensino de idiomas com base no modelo de redes sociais, em que usuários corrigem exercícios de outros membros. São oferecidos cursos em 38 idiomas, a maioria gratuito, mas existem opções pagas com recursos adicionais.

Mango
www.mango.com
A maioria das aulas é realizada por meio de vídeos. Estão disponíveis 16 línguas, além do inglês. Há uma versão de teste e três pacotes pagos, entre 79 dólares e 176 dólares.

Babbel

http://pt.babbel.com
Sistema de aprendizado para inglês, espanhol, francês, italiano, sueco, português brasileiro e alemão. Está disponível como aplicativo para iPhone, iPod Touch e iPad. A versão paga varia de 5,55 euros a 9,95 euros com planos mensais, trimestrais e semestrais.

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cristina.deluca
14 anos ago

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