Brasil se torna uma das potências do GitHub e deve ultrapassar a China até 2030

País já soma 6,8 milhões de desenvolvedores e lidera o avanço global impulsionado pela IA e pela cultura open source

Publicado:

Leitura 3 minutos

Logo do GitHub exibido na tela de um dispositivo móvel, com o icônico ícone de um gato em silhueta branca dentro de um círculo preto. O fundo desfocado destaca cores suaves, criando um ambiente tecnológico e minimalista, Github, Teki, Microsoft
Imagem: Shutterstock

Segundo o relatório Octoverse 2025, divulgado pelo GitHub, o Brasil registrou o crescimento mais rápido da história na plataforma, com aumento de 28,5% no número de desenvolvedores no último ano.

Hoje, são mais de 6,8 milhões de usuários ativos, o que posiciona o Brasil como a quarta maior comunidade de desenvolvedores do mundo e com ritmo suficiente para ultrapassar a China e entrar no top 3 global até 2030.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Desde 2020, o número de desenvolvedores brasileiros quadruplicou, colocando o país logo atrás da Índia em taxa de expansão. O movimento acompanha a ascensão de economias emergentes que estão moldando o novo mapa do desenvolvimento de software, impulsionadas pelo aumento da conectividade, pela força do ecossistema de startups e pelo avanço da inteligência artificial (IA).

“Há um boom de desenvolvedores brasileiros sendo contratados para trabalhar remotamente em empresas internacionais. Vemos talentos brasileiros contribuindo para projetos globais em fintech, IA e open banking, impulsionando a inovação em escala global”, afirma Julio Viana, gerente regional do GitHub no Brasil. “O relatório mostra que o futuro do software está sendo construído em todos os lugares, e o Brasil é uma das forças moldando esse futuro”, completa.

Revolução agêntica

O GitHub também chega agora a um novo ponto de inflexão: a IA agora é o novo padrão do desenvolvimento de software. Hoje, 80% dos novos desenvolvedores usam o GitHub Copilot na primeira semana, tornando a IA um colega de equipe, não apenas uma ferramenta.

Durante o GitHub Universe 2025, que acontece nesta semana nos Estados Unidos, a empresa apresentou sua visão de uma plataforma de desenvolvimento agêntica, com o “Agent HQ”, onde humanos e agentes de IA trabalham lado a lado. O projeto inclui o Mission Control, nova interface para coordenar múltiplos agentes de IA em tempo real; integrações expandidas do Copilot com ferramentas como Slack, Linear, VS Code, Jira e Microsoft Teams; Control Plane, um painel que oferece às empresas mais segurança, governança e visibilidade sobre o uso da IA; e Copilot Code Review e Code Quality, que avaliam e aprimoram o código de forma contínua e inteligente.

A proposta é dar aos desenvolvedores o mesmo nível de coordenação que o Git trouxe ao código, mas agora aplicado à inteligência artificial. A empresa também está abrindo espaço para outros agentes de IA, como o Claude (Anthropic) e o Codex (OpenAI), trabalharem diretamente na plataforma.

IA e open source como motores da inovação

O relatório do GitHub mostra que o impacto da IA no desenvolvimento global é explosivo: em 2025, 36 milhões de novos usuários ingressaram no GitHub, uma média de um novo desenvolvedor por segundo. O número de repositórios relacionados à IA já ultrapassa 4,3 milhões, quase o dobro de dois anos atrás.

O Brasil tem papel relevante nessa transformação. O país figura entre os 10 maiores contribuidores de repositórios de IA generativa e está em terceiro lugar em número de contribuidores para projetos open source. Esse protagonismo reflete a maturidade da comunidade técnica e o apetite por tecnologias emergentes que fortalecem a competitividade das empresas brasileiras.

“O open source continua sendo a base da infraestrutura moderna de IA. Seis dos dez maiores projetos abertos do GitHub estão ligados à inteligência artificial”, destaca o relatório.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

Ver publicações deste autor

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita