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Finanças nas empresas em 2026: 4 CFOs apontam o que deve ficar no radar

Daniel Paschino (Qive), Marcelo Silvestre (Funcional), Clayton Ricardo, (Idea Maker) e Rodrigo Kratzer (Transfeera) (Imagem: divulgação)

Desaceleração econômica mundial, reforma tributária com transição para o IBS/CBS e aceleração da automação financeira: essas são algumas das preocupações de quatro executivos financeiros (CFOs) de empresas brasileiras em diferentes áreas. A IA generativa do backoffice ao compliance também são pontos de atenção.

A seguir, os quatro apontam o que deve ser priorizado para um 2026 de sucesso nos negócios. Confira:

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  1. Automação e IA generativa no backoffice

Segundo Daniel Paschino, CFO da Qive, 2026 será um ano de maturidade do modelo financeiro híbrido. No entanto, ele lembra que a IA só gera valor quando apoiada “em dados confiáveis e estruturados”.

“No Contas a Pagar, isso significa antecipar anomalias, interpretar documentos diretamente da fonte oficial e orientar decisões com base em padrões observados em milhares de transações”, diz.

Para o especialista, o papel dos times financeiros evolui da mera execução manual para o foco em análise e tomada de decisão. “Estamos vendo rotinas inteiras, como validação documental, conciliações e análises operacionais, migrando para um fluxo mais preditivo”, diz.

Leia também: Liderar na era dos agentes é o novo desafio da engenharia de software

  1. Governança e resiliência financeira

No ano de 2026 haverá diferentes pressões sobre as companhias: transição da reforma tributária, pressão por eficiência e ciclo eleitoral. Isso exigirá disciplina financeira e governança. A combinação entre rigor na gestão de riscos, integração entre áreas e capacidade de resposta rápida a mudanças deve ganhar ainda mais relevância.

“O mercado espera queda nas taxas de juros, mas esse ajuste será gradual e tem a tendência de ser concentrado mais no segundo semestre. O custo de capital permanece como um desafio, além do acesso eficiente a crédito”, pondera Marcelo Silvestre, CFO da Funcional.

O especialista acredita que a volatilidade macroeconômica permanecerá no Brasil, “exigindo a continuidade da agenda de eficiência”.

  1. Finanças embutidas e pagamentos sem fricção

As finanças embutidas – ou embedded finance, no jargão em inglês – seguirão relevantes e crescendo no mercado financeiro brasileiro, buscando uma experiência mais fluida e natural. A lógica, no entanto, dizem especialistas, deixa de ser a criação de novos produtos e passa a ser a integração inteligente de pagamentos, crédito e outros serviços nas plataformas onde o consumidor já está.

“Não se trata de oferecer mais produtos financeiros, mas de tornar o acesso a esses serviços tão natural que o usuário sequer percebe que está utilizando uma solução financeira. O desafio agora é a aplicação inteligente das finanças embutidas, equilibrando segurança e experiência do usuário”, explica Clayton Ricardo, CFO da Idea Maker.

  1. Conformidade e compliance

Não há sinais de que as exigências regulatórias e a pressão por transparência vá diminuir em 2026. As empresas precisam não só cumprir normas básicas, mas também adotar uma postura mais estratégica em relação ao compliance, dizem especialistas.

Isso inclui manter processos alinhados às leis e regulações vigentes, além de investir em treinamentos contínuos, governança de dados e sistemas de segurança, rastreabilidade e confiabilidade de informações financeiras.

“À medida que as empresas se tornam mais digitais, a quantidade de dados financeiros gerados também cresce e a necessidade de cumprir normas também. Uma análise preditiva, por exemplo, fornece insights valiosos sobre tendências de mercado e comportamento do consumidor, permitindo aos gestores tomar decisões mais informadas, fortalecer os processos de compliance e reduzir incertezas financeiras”, opina Rodrigo Kratzer, CFO na Transfeera.

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Redação
Tags: 2026CFOsgestão financeira
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