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10 tendências tecnológicas estratégicas para 2026

Imagem: Shutterstock

Os gastos mundiais com TI devem totalizar US$ 6,08 trilhões neste ano, um aumento de quase 10% em relação ao ano passado. A previsão é do Gartner, empresa de insights de negócios e tecnologia. A inteligência artificial, assim como no último ano, deverá ser um dos principais focos de investimentos. Mas tendências como o aumento dos riscos cibernéticos e a instabilidade geopolítica também estarão na pauta de equipes de TI. A seguir, confira as principais tendências apontadas pela consultoria para 2026.

Leia também: Demanda por eletricidade para data centers dobrará até 2030, diz Gartner

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1. Plataformas de supercomputação com IA

Segundo o Gartner, plataformas que combinam CPUs, GPUs, ASICs, computação neuromórfica e arquiteturas alternativas para lidar com cargas de trabalho intensivas em dados, como machine learning, simulações e análises avançadas ganharão espaço neste ano. A proposta é permitir maior desempenho e eficiência na orquestração de tarefas complexas. Segundo o Gartner, até 2028 mais de 40% das grandes empresas terão adotado arquiteturas híbridas em fluxos críticos, frente a 8% atualmente.

2. Sistemas multiagentes

Os sistemas multiagentes reúnem múltiplos agentes de IA que interagem entre si para executar objetivos individuais ou compartilhados, e também deverão ganhar espaço neste ano. Esses agentes podem operar em um único ambiente ou de forma distribuída. A adoção dessa abordagem tende a automatizar processos complexos, ampliar a produtividade das equipes e facilitar a reutilização de soluções em diferentes fluxos de trabalho.

3. Modelos de linguagem específicos de domínio

Modelos de linguagem treinados com dados especializados por setor, função ou processo ganham espaço diante das limitações dos modelos genéricos serão mais adotados a partir deste ano. Esses modelos oferecem maior precisão, menor custo e melhor aderência a requisitos regulatórios. A projeção do Gartner é que, até 2028, mais da metade dos modelos de IA generativa usados pelas empresas sejam específicos de domínio.

4. Plataformas de segurança para IA

Essas plataformas centralizam a proteção de aplicações de IA próprias e de terceiros, com foco em riscos como vazamento de dados, injeção de prompts e uso malicioso de agentes. Também permitem aplicar políticas de governança e monitoramento de forma unificada. Até 2028, mais de 50% das empresas devem adotar esse tipo de solução para proteger investimentos em IA.

5. Plataformas de desenvolvimento nativas de IA

O uso de IA generativa no desenvolvimento de software permite reduzir o tempo e a complexidade da criação de aplicações. A tendência, que ganhará espaço em 2026, inclui equipes menores, integradas ao negócio, e a participação direta de especialistas de domínio não técnicos no desenvolvimento, com mecanismos de segurança e governança. O Gartner estima que, até 2030, 80% das organizações terão transformado grandes times de engenharia em estruturas menores e mais ágeis apoiadas por IA.

6. Computação confidencial

Voltada para a proteção de dados sensíveis durante o uso, a computação confidencial isola cargas de trabalho em ambientes de execução confiáveis baseados em hardware e passa a ser ferramenta importante neste ano. A tecnologia impede o acesso aos dados mesmo por operadores de infraestrutura ou provedores de nuvem. A previsão é que, até 2029, mais de 75% das operações processadas em infraestruturas não confiáveis utilizem esse tipo de proteção.

7. IA física

A IA física aplica inteligência artificial a dispositivos e máquinas que interagem com o ambiente, como robôs, drones e equipamentos industriais. O uso deve crescer em setores onde automação, segurança e adaptação são prioridades. A expansão desse modelo exigirá maior integração entre TI, operações e engenharia, além de gestão de impactos sobre a força de trabalho.

8. Segurança cibernética preventiva

A abordagem preventiva de segurança cibernética busca antecipar ataques antes que eles ocorram, substituindo estratégias puramente reativas. O modelo inclui o uso de IA em operações de segurança, técnicas de engano e negação programática. O Gartner projeta que, até 2030, metade dos gastos globais em segurança será direcionada a soluções preventivas.

9. Proveniência digital

Com o aumento do uso de software de terceiros, código aberto e conteúdo gerado por IA, cresce a necessidade de verificar origem, integridade e propriedade de ativos digitais neste ano. Ferramentas como listas de materiais de software, certificações e marcas d’água digitais passam a ser essenciais na cadeia de suprimentos. Até 2029, organizações que não investirem nesses recursos podem enfrentar riscos financeiros bilionários relacionados a sanções.

10 Geopatriação

A geopatriação envolve a migração de dados e aplicações de nuvens públicas globais para infraestruturas locais, como nuvens soberanas, provedores regionais ou data centers próprios, motivada por riscos geopolíticos e regulatórios. O movimento, antes restrito a governos e instituições financeiras, se amplia para outros setores a partir deste ano. O Gartner estima que, até 2030, mais de 75% das empresas da Europa e do Oriente Médio farão esse tipo de migração, frente a menos de 5% em 2025.

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Published by
Rafael Romer
Tags: cibersegurançacomputação em núvemdadosGartnergeopolíticagovernançainovaçãointeligência artificialSegurança da Informaçãosoftwaretecnologiatendências 2026TItransformação digital
5 meses ago

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