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10 previsões sobre o futuro da identidade para 2026

Imagem: Shutterstock

Em 2026, a gestão de identidades deixará de ser uma função secundária de TI para se tornar o principal motor da inovação comercial e da segurança nacional. É o que apontam os especialistas da iProov, empresa de soluções de verificação biométrica de identidade. Segundo a companhia, para líderes em setores como governo, finanças e turismo, navegar por esse cenário será essencial.

Entre segurança empresarial e novas experiências do consumidor, a organização elencou dez previsões sobre as mudanças comerciais que definirão o ano. Confira:

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1. Interrupção em sistemas de infraestrutura

Após os enormes efeitos em cadeia das violações da cadeia de suprimentos de terceiros observadas em 2025, o próximo ano verá essa vulnerabilidade escalar para o nível da segurança nacional. Como exemplo, uma grande interrupção na rede elétrica nacional será rastreada até um contratado que obteve emprego e acesso a sistemas críticos usando uma identidade sintética sofisticada.

Eventos como este, provavelmente cada vez mais comuns, forçará governos a exigirem verificação de identidade de alta segurança para todos os indivíduos com acesso privilegiado à infraestrutura nacional crítica.

2. O paradoxo da chave de acesso

Após a adoção de chaves de acesso este ano, em 2026 as empresas poderão ver uma redução drástica nos ataques de phishing. Esse sucesso, no entanto, exporá imediatamente uma nova vulnerabilidade de alto risco: a recuperação de chaves de acesso.

Uma violação grave será rastreada até um agente malicioso que explorou um processo de recuperação legado e frágil para assumir o controle de uma conta. Isso provará que a nova “porta de entrada” é tão forte quanto sua “porta dos fundos” e desencadeará uma mudança drástica no setor, com a verificação biométrica de alta confiabilidade se tornando o padrão obrigatório para proteger o ciclo de vida da recuperação de chaves de acesso.

3. Operação “Célula Adormecida”

Embora 2025 tenha sido marcado por alertas sobre fraudes de identidade sintética impulsionadas por inteligência artificial (IA) de última geração, 2026 será o ano em que a verdadeira dimensão do problema será revelada. Um grande banco pode, acidentalmente, descobrir uma rede não detectada com mais de um milhão de contas “adormecidas”. A descoberta causaria um grande impacto no setor financeiro e, neste caso, forçará os reguladores a admitirem que subestimaram drasticamente a real dimensão dessa ameaça.

4. Padrão global para identidade digital

Após um ano de intenso escrutínio da mídia, na sequência do anúncio de sua previsão para 2025, a carteira de habilitação digital do Reino Unido será lançada em 2026 e servirá de modelo para outras nações. A repetição da implementação do aplicativo de Residência Permanente da União Europeia, que desafiou as críticas, comprovará que projetos digitais governamentais de grande escala podem ser bem-sucedidos.

5. Americanos adotarão carteiras de habilitação digitais

Após a aceitação oficial das carteiras de habilitação digitais (mDLs) pela Administração de Segurança de Transportes (TSA) dos EUA, 2026 será o ponto de virada para a carteira digital naquele país. Impulsionados por recursos inovadores em aplicativos e novos padrões, novos casos de uso em viagens convencerão mais de 25 milhões de americanos a fazer o upload de uma carteira de habilitação digital para sua carteira digital, marcando uma mudança fundamental na forma como os americanos comprovam sua identidade.

Leia mais: 5 riscos ocultos da IA generativa que os CIOs precisam resolver

6. Aeroporto não tripulado

Levando o Sistema Biométrico de Entrada/Saída (EES), cuja implementação começou em 2025, à sua conclusão definitiva, um aeroporto regional europeu será inaugurado em 2026 sem funcionários em contato direto com os passageiros. Viabilizado inteiramente por pré-cadastro biométrico obrigatório e portões eletrônicos, o “aeroporto não tripulado” reduzirá drasticamente os custos, possibilitando voos ultrabaratos, apenas com bagagem de mão, com tempos de decolagem de 30 minutos.

7. O fim da mentira no currículo

Após as medidas de repressão contra as “fazendas de laptops” que expuseram a escala massiva de golpes de identidade sintética, o risco de contratar com base em currículos não verificados se tornará insustentável em 2026. Em resposta, as empresas adotarão as diretrizes NIST SP 800-63-4 sobre Detecção de Ataques de Injeção, que exigem que os sistemas distingam entre uma transmissão ao vivo de webcam e um fluxo de software de câmera virtual.

8. O fim do compartilhamento de credenciais

Após a implementação da política de combate ao compartilhamento de senhas da Netflix e seus resultados financeiros, o serviço de streaming dará um próximo passo em 2026: a implementação da verificação biométrica em nuvem para eliminar permanentemente o compartilhamento de credenciais. Essa medida não só recuperará bilhões em receita perdida, como também proporcionará uma melhor experiência ao consumidor, viabilizando pacotes seguros e escalonáveis para amigos e família.

9. Verificando o ser humano por trás da IA

À medida que os “agentes pessoais de IA” que passaram da teoria para o produto se tornarem comuns em 2026, a ameaça não será mais simplesmente detectar um deepfake. A nova corrida armamentista será distinguir um agente legítimo e autorizado de um malicioso. Isso forçará uma evolução radical na detecção de vivacidade, passando da pergunta “Este é um humano real?” para “Este agente está sob o controle do humano correto e genuíno neste momento?”.

10. “Vício em robôs” será reconhecido como uma condição médica formal

Após a explosão de aplicativos de “companheiros de IA” e as consequentes preocupações com a saúde mental que levaram plataformas como a Character.AI a banir adolescentes, 2026 verá as consequências psicológicas se tornarem oficiais. À medida que o vício em parceiros românticos de IA e “parentes falecidos” digitais se torna um problema de saúde pública generalizado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecerá formalmente o “vício em agentes sintéticos”, adicionando-o à Classificação Internacional de Doenças (CID).

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Published by
Isabella Winckler
Tags: cibersegurançaexperiência do consumidoridentidade digitaliProofSaúde mentalsoberania nacional
6 meses ago

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