Norton amplia proteção contra golpes impulsionados por IA e reforça estratégia global de defesa digital

Com deepfakes, phishing automatizado e engenharia social em escala, empresa aposta em padronizar recursos avançados de segurança

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A cena mostra duas telas de computador em um ambiente tecnológico com iluminação azulada, sugerindo um laboratório ou centro de operações avançado. A tela principal exibe código em fundo escuro e uma janela de login com destaque em vermelho, contendo a mensagem “Sign in” e um campo de senha preenchido com caracteres, indicando “UNAUTHORIZED”. A segunda tela também apresenta linhas de código e dados técnicos. Ao fundo, há uma estrutura cilíndrica iluminada, que lembra um equipamento de computação quântica ou servidor de alta tecnologia, reforçando o contexto de segurança cibernética e infraestrutura avançada. (IA)
Imagem: Shutterstock

A expansão global do Norton Scam Protection, da Norton, parte da Gen, anunciada nesta semana, representa uma mudança estratégica da empresa diante de uma realidade em que golpes impulsionados por inteligência artificial (IA) deixaram de ser exceção e se tornaram o motor principal do cibercrime moderno.

Em vez de apresentar funcionalidades isoladas, a Norton aposta em padronizar, em todos os mercados, mecanismos de defesa capazes de enfrentar a nova geração de ataques baseados em deepfakes, automação e manipulação algorítmica.
A estratégia reflete a própria transformação do crime digital: hoje, segundo o laboratório de ameaças da Gen, 80% das ameaças detectadas em dispositivos de escritório e celulares têm origem em engenharia social, e a empresa bloqueia 110 tentativas por segundo.

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Esse tipo de ameaça, altamente adaptável e de baixo custo para criminosos, vem dominando o cenário global e moldando as prioridades das líderes de cibersegurança. “Estamos tornando a defesa da Norton contra golpes com inteligência artificial tão universal quanto os próprios golpes”, afirma Leena Elias, CPO da Gen. O recado traduz o movimento: segurança menos dependente de configurações locais e mais guiada por padrões globais.

IA vira arma

A sofisticação dos golpes impulsionados por IA vem mudando o jogo tanto para usuários quanto para empresas. Vídeos com deepfakes, mensagens personalizadas por modelos generativos e chamadas automatizadas com vozes sintéticas criam um ambiente no qual sinais tradicionais de fraude se tornam pouco confiáveis.

No Brasil, os números refletem essa escalada: 68% dos consumidores dizem estar mais preocupados com golpes do que no ano passado, e 61% já temem especificamente golpes movidos por IA, segundo o relatório Norton Cyber Safety Insights: Holiday 2025.

À medida que a fronteira entre “golpe amador” e “estratégia profissionalizada” se dissolve, cresce a necessidade de sistemas que analisem contexto, linguagem e padrões comportamentais, e não apenas links suspeitos.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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