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Na era da transformação é preciso se reinventar

O que fazer quando de repente surge um trem desgovernado, impossível de ser freado, chamado digital? O que se viu foi uma corrida para se alinhar às novas exigências de um mercado em transformação, regido pelo novo perfil do consumidor, empoderado, hiperconectado, exigente e volúvel.

Na busca frenética por esse alinhamento, as empresas se reinventaram com novos modelos de negócio, adotando estratégias e recursos diferenciados como metodologias ágeis, DevOps e colaboração, tanto as que adotavam tecnologias disruptivas, protagonistas dessa evolução, como as que as forneciam. Assim, muitas organizações, quando se deram conta, já estavam transformadas ou em processo de evolução.

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Muitas tiveram de apresentar ao mercado seu novo posicionamento, mais amplo, mais ágil, mais ousado. A Intel recentemente acenou com foco em Experiência do Usuário em seu tradicional evento de canais, a SAP também anunciou no seu evento Sapphire Now 2019, agora em abril, que experiência e inteligência ganharam destaque em sua estratégia com inovação em Inteligência Artificial, modelos preditivos e integração protagonizando seu atual modelo de atuação. O Iguatemi Porto Alegre, por sua vez, com novo slogan “Viva bem do seu jeito”, se reposicionou para alinhar-se aos novos hábitos de consumo dos clientes do shopping.

Diferentemente desses exemplos, a transformação em alguns casos exige também o reposicionamento da marca (rebranding), visto que a atual já não traduz a nova atuação. Esse processo demanda reinvenção contínua e precisa fazer parte das companhias como uma característica inerente dos novos tempos digitais, em que os clientes têm o poder nas mãos.

Mesma essência, novos negócios

Contudo, não se trata de abrir mão da essência de uma marca ou do desejo inicial de uma ideia. Também não se resume a mudar somente a identidade visual, com trocas de cores e remodelagem do site. É preciso ir além, buscando modelos de negócio que impulsionem suas receitas e, ao mesmo tempo, maximizem a satisfação dos consumidores, oferecendo experiências únicas e completas.

E quando falamos em essência, estamos falando de pessoas. Quando falamos em transformação digital, processo de evolução e reposicionamento de marca, também estamos falando de pessoas. Por isso, o engajamento é fundamental para a sustentação de mudanças estratégicas. Os colaboradores devem ser integrados e se tornarem parte essencial desse processo e multiplicadores da nova cultura.

O objetivo de um processo de rebranding, portanto, é passar ao mercado a identidade de uma empresa mais adequada e alinhada às expectativas dos consumidores, com uma jornada de atuação mais inovadora, robusta e completa. Está em jogo, portanto, não apenas a utilização de TI, mas sim a visão estratégica de como a transformação digital será colocada em prática na operação. Esse é o diferencial.

Reposicionar a marca é um processo de releitura dos objetivos da companhia, entendendo como as inovações e novidades do mundo podem ser adicionadas ao serviço oferecido ao cliente. Isso exige pesquisa de mercado, análise de grupos de consumo e muita observação – inclusive dos concorrentes diretos e indiretos.

Essa jornada de ajustes se reflete no mercado com inúmeras mensagens, como por exemplo, que a empresa se importa com os clientes e está atenta às diretrizes atuais, disposta a mudar. Afinal, estamos na era da mudança permanente, com novas possibilidades desafiando as corporações a todo o momento.

Identificar como a empresa poderá agregar valor à rotina dos clientes e avaliar o portfólio de serviços são demandas indiscutíveis e constantes. O reposicionamento de marca pode ser uma oportunidade para mostrar o real valor das organizações a clientes e prospects, apresentar seu diferencial e reforçar que está em linha com as tendências, inovando e comprometida com as evoluções. E mais: mostrar que está credenciada na arte de se reinventar e de ajudar os seus clientes a fazer o mesmo.

*Fabiana Batistela é vice-presidente de Marketing, Inovação e Capital Humano da Resource

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Redação
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