MP do Redata entra na reta final e setor pressiona Congresso por aprovação ainda em 2025

Regime especial para equipamentos de data centers é visto como peça-chave para reduzir custos, atrair investimentos e fortalecer a soberania digital

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Um conjunto de servidores de computador em um data center. As luzes azuis e os detalhes metálicos criam uma atmosfera tecnológica e futurista. Os cabos amarelos e os componentes organizados em fileiras dão a impressão de alta capacidade de processamento e armazenamento de dados. fornecedores (redata)
Imagem: divulgação

Entidades representativas do setor de tecnologia, telecomunicações e infraestrutura digital intensificaram a articulação no Congresso pela aprovação da Medida Provisória nº 1.318/25, que cria o Regime Especial para Equipamentos de Data Center (Redata). O pleito é para que a comissão especial seja instalada antes do recesso parlamentar, garantindo tempo hábil para análise e votação da proposta dentro do prazo de vigência da MP.

O Redata prevê a suspensão de tributos na aquisição ou importação de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação (TIC) destinados a data centers, condicionada a contrapartidas como oferta mínima de capacidade ao mercado interno, investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e adoção de práticas sustentáveis. Para o setor, trata-se de um instrumento estratégico para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura digital nacional e posicionar o Brasil de forma mais competitiva no cenário global.

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Apesar de vantagens estruturais relevantes, como matriz energética majoritariamente renovável e infraestrutura de comunicações consolidada, o Brasil ainda processa uma parcela significativa de seus dados no exterior. Esse cenário, segundo as entidades, amplia a dependência tecnológica, eleva riscos à soberania digital e contribui para o déficit de US$ 6,8 bilhões registrado na balança comercial de TIC em 2024.

Por que o Redata é importante?

O custo elevado para implantação e operação de data centers é apontado como um dos principais entraves. A carga tributária incidente sobre equipamentos de TIC faz com que operar um data center no Brasil seja, em média, 30% mais caro do que em outros países, reduzindo a atratividade para novos investimentos e limitando a expansão do setor.

Na avaliação das entidades, o Redata também cumpre um papel relevante de transição ao oferecer segurança jurídica e fiscal em um momento de reforma do sistema tributário. Ao antecipar a desoneração de investimentos prevista na Reforma Tributária, o regime especial tende a criar maior previsibilidade para projetos de longo prazo, estimular soluções inovadoras e impulsionar a geração de empregos qualificados.

Assinam o posicionamento a Associação Brasileira de Data Center (ABDC), o Plano Brasil Digital 30+ (BD 30+), a Brasscom, a Conexis Brasil Digital e a TelComp. Para essas entidades, a instalação imediata da comissão especial é decisiva para ampliar o tempo efetivo de debate e garantir que o REDATA seja aprovado antes do fim de sua vigência, evitando que o país perca uma janela estratégica para fortalecer sua infraestrutura digital e ampliar sua competitividade internacional.

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Sobre o Autor

Diretora de Marketing e Conteúdo da Itaqui e editora-chefe do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Atuou nas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. É bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing e MBA em Marketing. Em 2018, venceu o prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, concedido pelo Cecom. Nos anos de 2019 e 2020, foi destaque no mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, publicado pela Reality Books em 2020.

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