A adoção de chips nos veículos de São Paulo incentivou a fabricante Motorola a triplicar, até 2009, a sua produção de módulos sem fio – dispositivos eletrônicos que permitem a comunicação de voz e dados em alta velocidade por meio da rede celular. “Queremos nos adequar ao aumento desta demanda”, afirma Marcelo Catapani, gerente de módulo sem fio da companhia.
Segundo o Catapani, o convênio entre a prefeitura da cidade de São Paulo e o governo do Estado de São Paulo e o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), acordado com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), fará com que cerca de cinco milhões de veículos possuam o aparelho instalado. “A intenção é dominar uma fatia deste mercado”, conta o gerente.
Com uma produção instalada no País desde julho deste ano de aparelhos de rastreamento, a fabricante afirma que não pretende mudar o seu quadro de funcionários para a adaptação da nova força de fabricação. “Nossos profissionais são flexíveis e atuam em todas as nossas linhas de produção”, conta Catapani.
A partir de maio de 2008, todos os carros em dia com o licenciamento estarão com o chip afixado no pára-brisa, e nele ficará gravado o código de identificação com as informações do veículo. Nas ruas, haverá 2,5 mil antenas receptoras que capturarão os dados dos chips por ondas de radiofreqüência e os transmitirão para uma central pela tecnologia celular.
* Colaborou Tatiane Seoane
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