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Microsoft: 4 perguntas para implementar uma estratégia de IA que impacte o negócio

Judson Althoff, vice-presidente executivo e CCO da Microsoft (Imagem: Rafael Romer/IT Forum)

A transformação promovida pela inteligência artificial (IA) dentro das empresas deve ser liderada pelo negócio. Esse é o imperativo que fará os investimentos de organizações em IA valerem a pena, segundo Judson Althoff, vice-presidente executivo e CCO da Microsoft, que participou do Microsoft IA Tour, na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo.

“Há uma regra simples que quero que vocês pensem quando falamos sobre recursos de IA: a transformação deve ser liderada pelos negócios. Trata-se de transformação de negócios, potencializada pela tecnologia – nessa ordem”, pontuou.

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Mas por onde começar essa jornada? Durante sua fala, o executivo trouxe quatro perguntas que líderes empresariais devem fazer sobre capacidade de IA para garantir que elas tragam impactos de negócio para suas organizações.

A primeira delas é como a IA vai impactar a vida dos funcionários. “Será que realmente enriquecerá as experiências de nossos funcionários e o tornará mais produtivo? Eliminará tarefas mundanas do cotidiano? Eles aproveitarão mais seu trabalho usando esses recursos de IA?”, questionou. A mesma pergunta também vale para os clientes: “A IA vai reinventar o relacionamento com os clientes?”, continuou Althoff.

Leia mais: Arábia Saudita prepara investimento bilionário em IA

Em seguida, é preciso questionar o impacto da IA sobre produtos e processos, disse. É necessário que essas ferramentas sejam utilizadas através da companhia e de uma forma que impacte o dia a dia da operação.

“Pensem um momento: cada fluxo de trabalho criado até hoje foi imaginado em torno da interação humana”, explicou o vice-presidente executivo. “Se pudermos dar um passo atrás nesses processos de negócios, e pensar em como a IA pode aumentar a produtividade e mudar a forma como trabalhamos, haverá uma enorme oportunidade de gerar impacto em todos os setores.

Por fim, vem a pergunta sobre inovação: “como a transformação da IA ​​pode ajudá-lo a fazer a curva da inovação?”, ponderou. A ideia é criar produtos mais rapidamente ou levá-los ao mercado de forma mais eficaz, continuou o executivo. Todas essas perguntas precisam ser respondidas para que empresas possam se orientar pelas “centenas” de cenários apresentados pela IA.

Copiloto para todos

Durante sua fala, Althoff também reforçou a visão de que a IA deverá se tornar um “copiloto” para todas as posições: do dia a dia dos colaboradores à tomada de decisão de lideranças executivas. Para ele, a ferramenta representará uma revolução igual ou superior àquela trazida por Bill Gates, fundador da Microsoft, quando trouxe um computador para a mesa de cada trabalhador e na casa de cada pessoa.

Um dos alvos principais, no entanto, devem ser os desenvolvedores. “Desenvolvedores são escassos. Especialmente os desenvolvedores de IA. No momento, é difícil contratá-los. É difícil mantê-los empregados em sua empresa, eles podem trabalhar onde quiserem. Portanto, você precisa capacitá-los com ferramentas que os deixem entusiasmados e os tornem mais produtivos. Mantenha-os energizados no trabalho que realizam”, opinou.

O executivo incentivou ainda que empresas olhem além das soluções da própria empresa, buscando soluções no rico ecossistema de startups e provedores de serviços que tem instrumentalizado capacidades de IA em novas ofertas.

“Observe o ecossistema de parceiros. ISPs, startups e nativos digitais da IA de todo o mundo estão construindo esses recursos e personae de IA com os quais você pode interagir. São soluções específicas que podem ajudar você a transformar seu negócio, ajudá-lo a remodelar processos de negócios”, disse.

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Rafael Romer
Tags: CopilotIA generativaMicrosoft
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