Lewis Hamilton e Nico Rosberg, ambos piloto de Fórmula 1 da Mercedes, ocupam, respectivamente, a primeira e a segunda posições do ranking na competição. O bom desempenho dos dois é indiscutível, mas talvez a tecnologia esteja contribuindo para esse cenário, fazendo com que os ventos soprem a favor da escuderia.
Os carros de Hamilton, campeão antecipado da temporada, e Rosberg são equipados com mais de 300 sensores que compilam milhões de registros, desde a temperatura do motor, até a força do sistema de suspensão na hora das curvas. Segundo porta-voz da Mercedes, os veículos contam com 7 mil componentes e todo ano 75% deles são modificados no começo da temporada seguinte.
“Como fazemos muitas alterações, precisamos de feedback constante e de uma série de dados dos carros para analisar aceleração, temperatura e outras variáveis”, contou o porta-voz em visita ao pitlane da Mercedes a um grupo de jornalistas hoje (13/11), em São Paulo, onde vai acontecer no domingo a 18a etapa da Fórmula 1. São mais de 150 mil variáveis de dados, mas para os treinos livres, onde é permitido o uso da tecnologia, a escuderia utiliza cerca de 60 para aprimorar a performance posteriormente nas corridas.
Uma das tecnologias aposta da Mercedes na temporada é uma antena, localizada próximo da cabeça do piloto, que transmite dados do veículo para os profissionais da escuderia por meio de Wi-Fi de alta velocidade no espectro 5 GHz, infraestrutura provida pela Qualcomm. Toda vez que o piloto passa pelo pittlane, as informações de telemetria, com temperatura do pneu, são transferidas para os profissionais e analisadas para aprimorar velocidade, eficiência e segurança do veículo.
O compartilhamento de dados via Wi-Fi por meio do espectro 5 GHz é projetado para permitir a transferência de arquivos de diagnóstico mais rapidamente evitando que o piloto tenha de parar no pitlane para descarregar dados. Antes da implementação dessa tecnologia, os pilotos tinham de fazer viagens frequentes para a garagem, aguardar o envio de dados para computadores e então seguir com os treinos. “A tecnologia evita paradas e ajuda a ter um mapa preciso do carro”, afirma Roberto Padovani, CTO da Qualcomm.
Os dados são agora transferidos via wireless sem necessidade de parada. A mudança permite que a equipe use as sessões de treinos livres e consumam mais tempo testando a configuração do veículo, proporcionando vantagem competitiva à Hamilton e Rosberg.
O sistema usado pela Mercedes é composto por vários processadores Qualcomm Snapdragon 805 e tecnologia Wi-Fi. Para ajudar ainda mais na aceleração da estratégia da escuderia e na melhoria constante de desempenho do time, a ideia é, segundo Padovani, que em 2016 o Wi-Fi use o espectro 60 GHz, conferindo, assim, ainda mais velocidade e eficiência na transferência de dados.
Além do apoio nas pistas de alta velocidade, Padovani comenta que o uso da tecnologia Qualcomm vai ajudar no futuro com tecnologias de carros conectados e autônomos, sendo a ponte entre o veículo e a infraestrutura.
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