Mercado Eletrônico consolida operações

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Mercado Eletrônico consolida operações

No entanto, esses índices representam uma grande mudança em relação aos anos anteriores, quando a pontocom vinha obtendo aumento de três dígitos no faturamento. “Fizemos uma opção pelo equilíbrio financeiro, atingido em julho passado. Essa postura mais conservadora e mais refreada visou preservar a rentabilidade da empresa”, explica Cardoso.

Segundo o executivo, a estratégia adotada foi oferecer mais serviços a base de clientes, atuando com critério na prospecção de novas contas. Com isso foi possível reduzir os custos de vendas e, conseqüentemente, equilibrar a receita e com a despesa operacional do Mercado Eletrônico.

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Outra mudança na forma de atuação do marketplace ficou visível com os resultados apresentados no terceiro trimestre de 2002. A soma de todos os leilões reversos (principal negócio do portal), realizados no período por seus clientes, gerou uma economia de aproximadamente R$ 6 milhões, no preço final dos produtos adquiridos. O número representa pouco menos de 10% do valor total movimentado nos leilões, que chegou próximo a casa dos R$ 70 milhões, em 246 leilões.

“Nos balanços anteriores registrávamos uma economia média de 14% a 16% do valor transacionado. Os leilões eram utilizados para compras nas categorias de materiais menos estratégicos, como material de escritório, informática e almoxarifado. São categorias mais competitivas em termos de oferta. O que acontece agora, quando vemos uma porcentagem de economia menor, é que os clientes, principalmente os mais antigos, passaram a utilizar os leilões par adquirir itens mais estratégicos, que são menos competitivos e têm menos fornecedores”, esclarece.

Na opinião do executivo, esse resultado reflete um novo mix no uso da ferramenta de leilão reverso em relação à estratégia das empresas. No terceiro trimestre de 2002, o número de transações realizado pelos clientes do Mercado Eletrônico não aumentou significativamente. “Sofremos o reflexo de todo o cenário do mercado econômico mundial”, comenta Cardoso. Mas ele destaca que o quarto trimestre deve formar um quadro diferente. “Neste últimos três meses imagino que vamos chegar a cerca de 400 leilões reversos, devido à sazonalidade normal, com as compras de fim de ano”, prevê.

A estimativa é de que o valor movimentado no quarto trimestre fique em torno de R$ 450 milhões. “Temos uma combinação de três fatores que devem contribuir para isso. Um deles é a adoção dos leilões reversos por novos clientes. Em seguida contamos com a sazonalidade, pois o período é tradicionalmente bom para as compras. E por fim, temos um grande cliente que vai utilizar a ferramenta para negociações estratégicas”, detalha Cardoso. Ele acredita que esse cliente (Cardoso revela apenas que é uma empresa do setor de telecomunicações) deverá realizar leilões reversos para compras no valor de R$ 260 milhões até o final do ano, sendo que apenas uma das transações será responsável por boa parte deste total.

Para o próximo ano, a estratégia do Mercado Eletrônico é sustentar o equilíbrio financeiro. A partir do segundo semestre, entretando, a situação deve mudar. “A conjunção de dois fatos principais deverá gerar crescimento na segunda metade do próximo ano: o primeiro refere-se às condições de mercado, que até lá terá digerido o novo governo e voltará a se movimentar; o outro aspecto diz respeito ao ciclo de maturidade das soluções que ofertamos”, define o vice-presidente. Isso significa que haverá um crescimento na adoção do comércio eletrônico como instrumento de vantagem competitiva das empresas, independentemente do cenário econômico.

A pontocom também está de olho em um novo campo de atuação. “Temos falado bastante em comércio eletrônico na parte de compras, toda a ênfase de nossas operações tem sido em aquisições”, afirma Cardoso. Mas, segundo ele, o grande lance é que as vendas por comércio eletrônico terão um crescimento interessante no próximo ano. “Temos projetos de portais de venda, cujos crescimento deverá ser bem agressivo, vamos dar prioridade a esse serviço”, informa. Um dos pontos a favor é que a percepção de valor agregado do cliente é maior em vendas do que em compras.

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