Entre abril e junho de 2015, mais de 11.3 milhões de smartphones foram vendidos no Brasil, média de 86 por minuto. O volume representa queda de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando mais de 13 milhões de celulares inteligentes foram vendidos, segundo dados da IDC. Em relação aos feature phones, o levantamento mostra que houve queda de 78%, com 936.725 aparelhos comercializados.
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De acordo com Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil, os problemas na economia, a inflação acima de 9%, a taxa de desemprego crescente e o índice de confiança do consumidor são os fatores responsáveis pelo mau desempenho do segmento no segundo trimestre de 2015.
Para ele, o cenário piora a cada mês e não há chance de recuperação no curto prazo. “Em 2015, teremos apenas o primeiro trimestre com alta nas vendas”, diz. Segundo ele, a única questão positiva do levantamento é a queda de apenas 7% na receita. “Isso mostra que o consumidor brasileiro não está mais tão sensível aos preços e compra produtos mais caros também. As fabricantes estão investindo e colocando aparelhos cada vez melhores no mercado”, completa Munin.
Na avaliação da consultoria, caso a Medida Provisória 690 seja aprovada pelo Congresso, e computadores, notebooks, smartphones e tablets voltem a pagar a alíquota cheia de 3,65% e 9,25% no PIS e Confins, respectivamente, o mercado será afetado de forma contundente.
A IDC acredita que em razão da alta do dólar e da crise econômica, essa indústria deve ficar abaixo de R$ 70 bilhões e com a volta do pagamento das alíquotas o faturamento do segmento pode variar de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões.
O estudo feito pela IDC mostra que o cenário para o restante do ano não deve ser muito animador. Apenas a Black Friday e o Natal podem dar algum fôlego ao mercado. Se o dólar continuar alto, um novo repasse de preços pode acontecer nos próximos meses. A expectativa da IDC Brasil é de que 50 milhões de smartphones sejam vendidos até o fim de 2015, número que é 8% menor do que o volume comercializado em 2014. Já o mercado total, somando feature e smartphone, deve cair 24%.