Menos da metade dos CIOs acredita na capacidade de escalar projetos de IA

Estudo da Logicalis mostra que 39% das empresas brasileiras ainda não alinham iniciativas de IA aos objetivos do negócio

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A imagem mostra uma cena tecnológica, provavelmente relacionada a segurança digital ou sistemas avançados. Há um dispositivo eletrônico (parece ser um tablet ou tela sensível ao toque) com gráficos futuristas e elementos de interface digital. (golpes, IA)
Imagem: Shutterstock

A inteligência artificial (IA) segue avançando nas estratégias corporativas brasileiras, mas a capacidade de transformar projetos em operações escaláveis ainda é limitada. Segundo o CIO Report 2026, estudo da Logicalis em parceria com a Vanson Bourne, apenas 42% dos líderes de tecnologia no Brasil afirmam estar totalmente confiantes na capacidade de escalar iniciativas de IA.

Por outro lado, 96% das empresas brasileiras aumentaram o apetite por IA no último ano, enquanto 60% afirmam que as iniciativas de IA estão alinhadas às estratégias de negócio e 39% reconhecem falhas nessa integração.

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Quando questionadas sobre os principais motores da IA, as empresas brasileiras apontam:

  • 60%: inovação
  • 51%: retorno sobre investimento (ROI)
  • 44%: provas de conceito
  • 32% demanda das áreas de negócios
  • 29%: pressão competitiva
  • 29%: expectativa do cliente

“A inteligência artificial deixou de ser um experimento de laboratório e passou a ser uma decisão de negócio. Os dados mostram que o entusiasmo é quase unânime, mas a verdadeira vantagem competitiva estará nas organizações que conseguirem alinhar estratégia, governança e capacidade de escala. Para adotar IA é preciso integrá-la ao core do negócio com responsabilidade e foco claro em valor”, afirma Marcio Caputo, CEO da Logicalis para a América Latina.

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Os dados indicam que, embora a inovação permaneça como vetor central, a demanda das áreas, retorno financeiro e demandas de mercado exercem papel decisivo na consolidação das estratégias de inteligência artificial.

“Isso indica uma mudança de paradigma, da tecnologia orientada à eficiência interna para a IA como ferramenta de geração de valor percebido. Se antes a IA era movida apenas pelo impulso da inovação, agora ela é pressionada por resultado”, ressalta Caputo.

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