Malware que ataca WhatsApp espiona troca de mensagens

Segundo pesquisa do laboratório de segurança da ESET, ataques a Android tiveram crescimento elevado na América Latina em maio

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Malware que ataca WhatsApp espiona troca de mensagens

Alertas quanto à vulnerabilidade do WhatsApp Messenger, aplicativo de mensagem gratuitas para Android, estão sendo divulgados desde o ano passado. No mês de maio, descobriu-se uma ameaça chamada de “WhatsApp Android Sniffer”, um aplicativo que autoriza o acesso a todas as mensagens trocadas pelos usuários do WhatsApp, enquanto eles utilizavam conexão Wi-Fi.

A descoberta foi publicada em um relatório mensal da fornecedora de soluções para segurança ESET, que divulga ameaças à segurança da informação na América Latina. “A melhor forma dos usuários evitarem esse tipo de ataque é não utilizar o WhatsApp Messenger em redes Wi-Fi públicas”, afirma Camillo Di Jorge, gerente da ESET Brasil.

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Há um ano os usuários do WhatsApp foram alertados sobre uma falha grave no aplicativo e orientados a baixar uma atualização para corrigir o erro. Além disso, dados sem criptografia estavam sendo enviados pelo app, dando brecha à atuação de agentes maliciosos.

Ainda segundo o relatório, quem mais sofreu com ataques no último mês foram usuários de Android. Além do problema com o WhatsApp, a pesquisa também identificou um Cavalo de Troia que ataca usuários do Instagram para Android: um Trojan de SMS, que tenta persuadir o usuário a se inscrever em um serviço Premium, autorizando o envio de mensagens curtas de texto – sem que o usuário perceba – que resultam em lucros financeiros para os crackers. Mas esse malware só ameaça usuários que baixam o app de sites não-oficiais.

Também no mês de maio, o OS da Google foi vítima do primeiro malware que utiliza estratégias de ‘drive-by-download’ (programas que se baixam automaticamente no dispositivo, sem que necessitem do seu consentimento). Os internautas infectados apenas pelo fato de estarem acessando um site que tenha o código malicioso. Ao navegar pelas páginas, o sistema identifica o malware como uma atualização que deve ser baixada. É o que basta para o celular ser atacado.

“Desde o final de 2011 a ESET tem alertado para o aumento da incidência de ataques voltados a smartphones e tablets que utilizam o Android”, diz Di Jorge. “Trata-se de um movimento natural, relacionado ao próprio crescimento no número de usuários do sistema operacional para dispositivos móveis, o que chama a atenção dos cibercriminosos.”

Para manter seu smartphone protegido, baixe um antivírus e mantenha-o sempre atualizado. Há várias opções gratuitas no Google Play.

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