All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias

Mais do que canais, conexões: como funciona a experiência bancária sem atrito?

Se no passado as instituições financeiras formatavam seu modelo de operação organizado por canais, atualmente, o desafio é colocar o cliente no centro da jornada. Nesse novo paradigma, o canal passa a ter menos importância e a qualidade das conexões com este cliente em cada ponto de contato torna-se fundamental para criar uma experiência diferenciada, uniforme, e, acima de tudo, personalizada. A personalização é item mandatório na relação cliente-banco, uma vez que, em um mundo absolutamente conectado e digital, não conhecer o cliente é um pecado mortal, gera atritos e torna a instituição financeira irrelevante.

A transformação digital não é, única e exclusivamente, uma mudança de tecnologia. O que mudou de fato foi o comportamento do consumidor. Esse cenário, em que tudo acontece no celular e o tempo é medido por toques em uma tela, empoderou a sociedade de tal forma que as expectativas e as frustrações são imensas. O comércio conectado não é um canal, um terminal ou agência, mas sim uma experiência que conecta os mundos físico e digital, criando uma jornada personalizada em que o cliente, o verdadeiro tomador de decisões, está no centro das atenções.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Nesse novo mundo em que apps mobile conectam pessoas às pessoas, às coisas e aos serviços, conectá-las às transações é o grande desafio das instituições financeiras. Atualmente, bancos já utilizam redes sociais e aplicativos de mensagens para traçar essa nova rota de conexão. Também já podemos iniciar nossas transações em um equipamento e concluí-la em outro, de modo que nossa experiência com o banco independe de canais. O mindset inovador e a tecnologia são o pano de fundo que permitem a transformação dos negócios, processos e relações entre pessoas e serviços. Criar uma cultura ágil e uma verdadeira plataforma digital, omnichannel, baseada em inteligência artificial, é também fundamental para se atacar fraquezas e criar novas oportunidades.

No entanto, esse cenário de novas conexões, baseadas no uso de inteligência artificial e na busca incessante pela experiência perfeita tem um lado preocupante: a segurança. Quanto maior o número de conexões, mais vulneráveis os clientes e os bancos podem estar a ataques e fraudes digitais.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos investirão cerca de R$ 2 bilhões em segurança e prevenção a fraudes este ano. Compreender o contexto, o comportamento dos clientes e suas preferências é componente vital para mitigar ataques que tanto afetam a reputação de uma instituição e a confiança dos correntistas, além da perda financeira.

As tecnologias inovadoras são fundamentais para garantir uma jornada segura. O uso de machine learning em arquitetura cross-event-driven, software baseado na coleta de eventos e dados de todos os canais ou pontos de contato com o cliente; tem apresentado resultados excelentes, criando um ambiente de avaliação contínua de risco dos clientes durante suas conexões.

Além da “biometria comportamental”, que utiliza informação gerada pelo motor de machine learning, o uso combinado de fatores adicionais de autenticação, como a biometria facial, amplia a segurança e tem se mostrado um item de conveniência na jornada, já que pode eliminar atritos de autenticação. Não precisamos de tantas senhas para provar quem somos, as tecnologias biométricas chegaram para ficar.

Por fim, transformar-se digitalmente vai além da transição do mundo físico para o digital, de mover o cliente da agência para o celular. É uma mudança de mindset que deve começar pelas pessoas. É fundamental para instituições financeiras repensar as jornadas bancárias de forma criativa e colaborativa, explorando as novas tecnologias, criando valor e encantamento em cada conexão com o cliente, sob pena de se tornarem obsoletas em um cenário de transformações constantes e rápidas.

*Flávio Gaspar é gerente de Soluções e Inovação da Diebold Nixdorf Brasil, líder mundial de automação bancária e de varejo

Next VMware leva rede para a era digital com Virtual Cloud Network »
Previous « Marketplace deve impulsionar vendas no comércio eletrônico
Leave a Comment
Share
Published by
Redação
Tags: bancosexperiência do usuáriomachine learning
8 anos ago

    Related Post

  • UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais
  • IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes
  • IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

Recent Posts

  • Artigos

Com a IA, setor de saúde vive revolução que o marketing digital proporcionou há dez anos

por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…

10 horas ago
  • Inovação

Snowflake registra crescimento de 33% na receita e eleva projeções para o ano fiscal de 2027

A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…

22 horas ago
  • Notícias

UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais

A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…

1 dia ago
  • Notícias

IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes

As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…

1 dia ago
  • Notícias

IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…

1 dia ago
  • Notícias

Prêmio Executivo de TI do Ano 2026: conheça os critérios de avaliação

Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…

1 dia ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L