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Mais aberta, HPE exalta relação com startups e aposta em inteligência na ponta

Pode perguntar para qualquer um no mercado. Não existe empresa que não queria estar na dianteira, ser reconhecida por suas inovações e ganhar terreno sobre a concorrência ou mesmo criar novas categorias de mercado. E num momento no qual os ciclos de inovação parecem estar mais curtos do que nunca, a grande aposta tem sido investir ou estar o mais próximo possível de startups, além de ampliar os horizontes por meio de novas parcerias e também tornar-se mais aberta ao ecossistema de atuação. E é exatamente essa receita que a HPE, liderada por Meg Whitman, tem seguido desde o final de 2015, quando começou sua operação como uma nova empresa.

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Foco para ganhar agilidade sempre esteve na fala da executiva. Ela persistiu em seu objetivo e, agora, a HPE está extremamente voltada para o mundo do hardware. Mas não aquele tradicional. Por meio do HPE Labs, aproximação com startups e outros investimentos, a companhia busca diferenciar-se por meio da oferta de soluções e isso passa por uma renovação do portfólio de hardware e agregação de inteligência ao limite, o que eles têm chamado em inglês de Intelligent Edge, inteligência de borda, na tradução literal, mas que, no fundo, é ter os insights in loco, o mais próximo possível de onde a informação está sendo coletada para ações em tempo real.

Para Meg, essa inteligência na ponta é a nova fronteira do mundo híbrido no qual a fabricante aposta todas as suas fichas. “Enxergamos oportunidades enormes na inteligência gerada ao conectar pessoas, objetos e ambientes. Antes, o ‘edge’ era o data center, a rede, agora isso está se transformando completamente, os smartphones estão aí e temos sensores, câmeras, ou seja, tudo que compõe o mundo de internet das coisas. E isso tem capacidade para gerar muita informação e insights locais”, defendeu a executiva, ao falar durante o Discover Londres 2016.

De maneira bastante simplificada, o entendimento é que essa inteligência levada ao limite criará muito valor aos negócios e mudará completamente as experiências operacionais, do local de trabalho e da marca, ou seja, na interação com os clientes. Como lembrou Meg, o trabalho já não é um local para onde precisamos ir, mas sim algo que podemos fazer de qualquer lugar e os funcionários demandam isso cada vez mais, mas com uma experiência que ainda não é ofertada pelas empresas. Contudo, ressalta: “essa transformação precisa ser liderada pelo CEO e não pelo CIO.”

E ela está certa e tem levado isso a cabo na companhia que comanda. Alterar a forma de trabalho, transformar o ambiente e mudar a maneira como se relaciona com o cliente mexe completamente com o coração de uma corporação. O CIO precisa ser o facilitador dessa transformação, já que tecnologia é fundamental nesse processo, mas sem o patrocínio do CEO, dificilmente o projeto terá sucesso. 

Mas usando a própria HPE como exemplo. Meg e seu time de executivos têm levado a empresa a um formato inimaginável há alguns anos. Primeiro foi a divisão, mais recentemente a venda dos ativos de software, após uma avaliação do portfólio para entender o que de fato valia a pena ser mantido internamente (caso do OneView, por exemplo), e a fusão da área de serviços para criar um novo gigante com a CSC. Em meio a tudo isso, surgiu um programa de investimentos e aproximação com startups, o Pathfinder, afora o cumprimento de uma de suas primeiras promessas quando assumiu a então HP que era a de fortalecer o Labs e suas pesquisas, tendo hoje como sua principal estrela os resultados colhidos com o The Machine, ainda em construção.

No caso específico das startups, Meg deu bastante espaço para essa discussão durante o Discover. Ela sabe que, de maneira geral, essa aproximação tem sido aconselhada aos CIOs, mas entende que a indústria também precisa desse frescor e pode ser um canal de aproximação de nascentes e grandes clientes. “Uma das formas que estamos usando para liderar e trabalhar melhor nesse novo mundo é por meio do Pathfinder, tentando levar o Vale do Silício para onde você (cliente) estiver. Já estamos trabalhando com algumas das empresas encubadas por nós”, pontuou a CEO, ao convidar algumas empresas que integram o programa para dividir o palco com ela em seu discurso de encerramento.

Uma delas foi a Mesosphere, liderada por Floriant Leiber. A startup desenvolveu um sistema operacional para data center com foco em agilidade, custo e atuação no conceito contêiner. Diversas empresas já utilizam a solução que é comercializada juntamente com produtos da HPE. A Tamr foi outra convidada. Conduzida pelo seu cofundador Andy Palmer, velho conhecido de Meg, a companhia criou uma plataforma de unificação de dados escalável, também integrada ao portfólio da fabricante. “A HPE se tornou uma empresa muito diferente da HP antiga, extremamente mais focada e aberta a startups como as nossas. Eu não pensava que depois da divisão fosse possível tudo o que estão fazendo”, comentou o executivo. “Mas ficar menor nos tornou mais ágeis”, respondeu Meg.

Ambiente híbrido, IoT, computação em memória…

O fato é que, mesmo calculado, nesse novo contexto de sociedade é preciso tomar riscos, sentir e assumir o desconforto e lidar bem com as incertezas, de outra maneira, tudo fica como está e alguém assume sua posição quando você menos espera. E com tudo o que tem acontecido no mercado e a pressão por novidades o tempo todo, a HPE apresentou alguns de seus produtos dentro daquilo que a fabricante entende que é necessário trabalhar como foco. 

The Machine: o projeto de computação em memória liderado pelo HPE Labs é uma das grandes apostas e registrou avanços significativos. Como lembraram os executivos, em vez de a CPU ser o centro do universo, nessa arquitetura o dado é colocado no centro de tudo. O projeto tem a participação de 375 engenheiros e mais de dez centros de pesquisa envolvidos. A expectativa da HPE é que a iniciativa ajuda a definir a arquitetura computacional dos próximos anos.

TI híbrida: nesse cenário, a HPE entende que nenhuma empresa optará por ir 100% para nuvem pública, tampouco ficará com tudo em seu ambiente privado. Isso porque, como compartilhou Ric Lewis, vice-presidente do grupo de software defined e nuvem da fabricante, já em 2017 os aplicativos vão crescer cinco vezes mais rápido que a capacidade de entrega da TI. “E, por isso, a TI híbrida tende a crescer de forma exponencial”, afirma, para complementar: “Se no mundo tradicional o custo era o foco no desenvolvimento de aplicativos, na era da nuvem agilidade é a palavra de ordem. Antes o ambiente era extremamente complexo e hoje, espalhado, e a TI precisa trabalhar para suportar modelos múltiplos. Sai da arquitetura de silos e passa para uma compartilhada, simplificada e hiperconvergente, até chegar na infraestrutura combinável, como a HPE entende esse novo modelo.”

Há um ano, a fabricante havia apresentado o conceito de infraestrutura combinável, que torna as coisas mais simples e fluídas, como sendo um avanço do modelo convergente, tendo como seu principal produto o HPE Synergy, que agora ganha uma versão junto do Helion CloudSystem 10, levando aos clientes a possibilidade de suportar em um ambiente privado aplicações tradicionais e nativas em nuvem, além de permitir a implantação do conceito de TI híbrida mais facilmente

Internet das coisas: Keerti Melkote, fundador da Aruba e vice-presidente da HPE Aruba abordou a questão de IoT levantando as possibilidade de mudanças em nosso dia a dia causadas pela conexão de pessoas, objetos e ambientes. Hoje, o que se vê são possibilidades ilimitadas, ainda que existam desafios no funcionamento de IoT em seu modelo mais completo. Nessa linha, a fabricante apresentou o HPE Mobile Virtual Network Enabler (MVNE) e a Universal IoT Platform, já que, como lembrou Melkote, custo e a falta de uma solução holística estão entre as principais barreiras para que a tendência deslanche. 

No caso do MVNE, o foco está em garantir ao cliente o controle de todos os dispositivos de IoT que demandem serviços e conectividade celular. Já a plataforma foi pensada em escala e para suportar redes e dispositivos de diversos fornecedores, utilizando o padrão de interoperabilidade oneM2M. Essa plataforma gerencia os aparelhos HPE MVNE e oferece monitoramento, reportes e serviços de analytics para tudo que estiver conectado ao ambiente, independentemente do fornecedor. 

*O jornalista viajou a Londres a convite da HPE

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Published by
Redação
Tags: Cloud ComputingHPEInfraestrutura combinávelinternet das coisas
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