“Você não precisa programar, basta saber perguntar”, diz Luciano Pinho, da Casas Bahia, sobre a IA na cultura de dados

Durante o Data+IA, o executivo contou o processo da companhia para se tornar totalmente orientada por dados

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Luciano Pinho, diretor de Data & AI da Casas Bahia. Foto: divulgação
Luciano Pinho, diretor de Data & AI da Casas Bahia. Foto: divulgação

Durante o Data+IA World Tour 2024, summit presencial da Databricks que reúne líderes e especialistas em inteligência de dados e IA generativa empresarial, Luciano Pinho, diretor de Data & AI da Casas Bahia, apresentou como a empresa se transformou em uma organização orientada por dados. 

O Grupo Casas Bahia opera com um GMV bruto de R$ 42 bilhões, possui mil lojas físicas e uma base de mais de 90 milhões de clientes, sendo assim, a quantidade de dados gerados em cada um desses processos é extensa, justificando a necessidade de uma abordagem orientada por dados. Para atender a essa demanda, a Casas Bahia tem avançado significativamente em sua transformação digital desde 2018. 

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Entre as inovações, destacam-se a criação de uma feature store em 2021, que centraliza e organiza as características dos dados para otimizar o uso em modelos de machine learning, e a adoção do AutoML em 2022, que automatiza a criação e o ajuste desses modelos, tornando o processo mais ágil e acessível. 

Em entrevista ao IT Forum, o executivo afirmou que um marco nessa jornada foi a migração para o Databricks, uma plataforma de análise que reforçou a estratégia multicloud da empresa, ampliando a flexibilidade e a eficiência de suas operações na nuvem. 

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“Estamos em uma jornada que envolve não apenas tecnologia, mas também processos e pessoas”, afirma. “Nossa abordagem de Data Foundation nos permite criar uma governança robusta e garantir acesso seguro aos dados, ao mesmo tempo que fomentamos uma cultura centrada em dados”. 

Pinho enfatiza que, além da tecnologia, a cultura organizacional e o fácil acesso e entendimento desses dados são cruciais: “Você não precisa saber programar, basta saber perguntar”. Esta frase reflete a filosofia por trás da iniciativa Up:AI da empresa, que visa democratizar o acesso aos dados, tornando-os um ativo acessível em todos os níveis de tomada de decisão. “O Up:AI é um dos nossos principais canais nesse processo de democratização. Queremos empoderar nossos colaboradores a usarem dados de forma eficaz”, comenta. 

Um dos destaques desse processo de tomada de decisão apoiada em dados é a IA Genie, uma solução desenvolvida para otimizar o atendimento ao cliente e melhorar a eficiência operacional. A IA Genie consome dados internos de diversas áreas, como fraudes e logística, para identificar o motivo das ligações dos clientes com base em uma lista de razões existentes.  

Além disso, a IA gera automaticamente um resumo das chamadas, agilizando o processo de atendimento e permitindo que os colaboradores se concentrem em soluções mais complexas. 

“As empresas estão mudando rapidamente, e os dados são a força motriz dessa mudança”, diz Pinho. “A democratização dos dados é essencial para que todos possam tomar decisões mais informadas e estratégicas. Para isso, precisamos de um time robusto e comprometido, além de bons parceiros”, finaliza. 

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Sobre o Autor

Pamela Sousa é editora-assistente no IT Forum, graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especializa-se na cobertura de tecnologia, inteligência artificial e inovação, desenvolvendo reportagens aprofundadas e artigos analíticos sobre o impacto dessas tecnologias nos negócios e na sociedade.

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