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Aumento de produtividade, facilidade de gerar inovação e melhor experiência do usuário são alguns dos motivos que estão levando universidades e empresas a apostarem no potencial das redes SDN (Software Defined Network). A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, desenvolve um projeto de conexão entre Brasil e Europa via SDN, conforme explica a professora da Escola Politécnica da USP e coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU), Tereza Carvalho.
O objetivo do projeto é a criação e expansão de uma infraestrutura de rede compartilhada entre Brasil e Europa para apoiar a realização conjunta de pesquisas experimentais no âmbito da Internet do Futuro. Tereza, que foi uma das palestrantes do TI Forum Expo/Black Hat, explica que a rede atual tem problemas de segurança cada vez mais complexos e grandes desafios de desempenho e distribuição de conteúdo multimídia que estão desafiando o mercado. “Atualmente é muito difícil inovar em cima da rede existente, por isso a necessidade de desenvolver a SDN”, afirma.
A SDN foi criada em Stanford por um grupo de pesquisadores e o primeiro projeto da área foi feito por Nick Mackeowon, que criou a empresa Nicira, em 2007. A companhia acabou sendo vendida para a VMware em 2012, por mais de US$ 1 bilhão, tamanho o interesse do mundo corporativo em SDN. “Esta é considerada a solução que mais rápido saiu do mundo acadêmico e foi para o mercado”, analisa Tereza.
No entanto, ao contrário do que a maioria pode pensar, SDN não é considerada uma tecnologia alternativa, e sim uma maneira diferente de organizar as funcionalidades da rede em camadas. Dessa maneira, segundo Teresa, se a empresa quiser trocar uma aplicação não precisa mexer na rede, já que cada camada é independente das demais.
Este é o grande diferencial da rede SDN. “É possível habilitar a inovação em qualquer camada. Além disso, o mecanismo de controle é mais fácil de gerenciar e evoluir”, diz Tereza.
Redação
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Pamela Sousa
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