O presidente da Vivo, Roberto Lima, deixou de lado o discurso sobre as estratégias da operadora para refletir sobre os impactos da crise econômica para o setor de telecomunicações durante sua palestra na Futurecom 2008. “Nós brasileiros, já estamos acostumados com a instabilidade. Mas precisamos descobrir que tipo de crise é esta; se é comum ou se representará a ruptura da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento”, destacou Lima, citando que vivemos uma fase de espera e atenção na qual os indivíduos têm de se responsabilizar pelos impactos de suas ações na sociedade.
O executivo apontou a redução de liquidez e de capital somada à necessidade de realocação dos investimentos em função da organização da sociedade do conhecimento como conseqüências deste momento econômico. “Com menos capital para financiar investimentos, as empresas serão mais seletivas e vão se focar naquilo que dê um melhor retorno, mesmo que a longo prazo”, enfatizou.
Para contornar a situação, Lima chamou a atenção para a formação de uma agenda compartilhada para preparar o Brasil para a sociedade do conhecimento. “O País tem de estar preparado, pois, se a ruptura acontecer, nossas deficiências ficarão mais latentes”, afirmou referindo-se à necessidade de uma união e colaboração das empresas. Para a universalização e acesso ao conhecimento, Lima enfatizou a priorização do acesso à informação, o compartilhamento de infra-estrutura e recursos, a criação e fomentação da colaboração com outros setores, a mudança no quadro regulatório para gerar um equilíbrio de interesses dos grupos, a alocação de espetro e a redução do custo-Brasil.
Crise
Apesar de reconhecer a crise na economia brasileira, o presidente da operadora afirmou que estão mantidos os investimentos para 2009. O executivo não revelou números, mas disse que os planos continuam e que não sentiu retração por parte dos clientes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
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