O papel dos profissionais de marketing, propaganda e relações públicas deve ser expor a empresa em que trabalham para o mundo em grande estilo, e permitir que as pessoas vejam que as realizações da empresa são únicas e especiais.
Pare por um momento e pense se isso reflete a realidade. Muito mais gente se identifica com a seguinte afirmação: ?O papel dos profissionais de marketing, propaganda e RP é manipular a percepção pública para combinar com o que eles querem que o público acredite?. A natureza da empresa em si é irrelevante nesta afirmação.
São diversas as razões pelas quais as pessoas sentem isso, não citarei todas, mas uma dessas razões é a área de marketing acreditar que sua função seja reagir. O que significa que pode trabalhar apenas com o que recebe. Outra pessoa cria o produto ou serviço, outra pessoa contrata os outros funcionários, outra pessoa criou a visão da empresa. O trabalho da equipe de marketing é pegar o que se tem e tornar melhor.
No entanto, essa não é a realidade em muitas empresas. Em algumas, o CMO ou seu equivalente, se envolve completamente no planejamento do futuro das linhas de produtos ou serviços. Em outras, a empresa realmente está alinhada com a percepção pública desejada. Infelizmente, são poucas e distantes umas das outras. Poucas pessoas nessas posições estão diretamente envolvidas na formação da futura direção da empresa em si.
Isso é um erro, e não é exclusivo de marketing. A maioria dos profissionais nas empresas se sente da mesma forma sobre seu trabalho, de uma forma ou de outra. Existe essa corda de veludo separando a percepção que eles têm do trabalho que fazem com uma posição em que causaria impacto ?real? na direção da empresa.
Talvez eles tenham ideias úteis sobre um determinado assunto, mas não se sintam à vontade para expressa-las porque estariam invadindo uma área que não é ?responsabilidade deles?. Talvez seus gerentes não aceitem ou se sintam ameaçados pela colaboração além dos limites da equipe que controlam. Mas, frequentemente, o modelo organizacional simplesmente não suporta esse tipo de participação horizontal e, por natureza, mantém a participação dentro desses silos limitados.
Uma das razões pelas quais o negócio social vem ganhando tanta tração é por apresentar soluções para ultrapassar essa corda de veludo tão prejudicial. Os aspectos culturais, políticos e organizacionais são abordados com as devidas estruturas e esforços de mudança de gestão, facilitados pelas tecnologias de colaboração. Educação, políticas e processos dão poder à voz individual, enquanto aplicam filtros à possibilidade dessas vozes se tornarem distrações. É um meio poderoso de evoluir o negócio para uma entidade mais eficiente e ágil.
Se voltarmos ao nosso exemplo do papel dos profissionais de marketing, o negócio social muda o foco de um direcionamento externo para manipular as crenças do mercado para um direcionamento interno, inclusivo, que manipula a empresa a se tornar o que deseja ser na percepção dos outros. Esse foco interno no aprimoramento da organização como um todo, ao distribuir melhor o conhecimento, é onde está o poder do negócio social. Esse poder permite que empresas e funcionários eliminem a corda de veludo.
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