Leilão da Banda E não teve proposta

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Leilão da Banda E não teve proposta

Inicialmente, a data do leilão estava marcada para 8 de maio, sendo adiada seguindo solicitação da Telemar. A operadora, no entanto, anunciou hoje que estava desistindo da concorrência, alegando outras prioridades de investimentos e o fato da conjuntura econômica ter sido agravada pela crise energética. A empresa chegou a realizar, ontem, o depósito de garantias de proposta do leilão na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia.

As prioridades fixadas pelo Conselho de Administração da Telemar são o programa de antecipação de metas de universalização, os investimentos na área de dados e a implementação do sistema celular na área I (Nordeste, Norte – à de Rondônia e Acre, e Sudeste – exceto São Paulo), onde já oferece a telefonia fixa. O objetivo divulgado pela empresa é preparar-se para o ambiente de livre competição no próximo ano. Por determinação da Anatel, as operadoras que atingirem, até o fim de 2001 as metas de universalização traçadas para 2003 poderão competir em todos os mercados a partir de 1º de janeiro de 2002. A Telemar está investindo cerca de R$ 8,4 bilhões este ano para implementar os projetos já iniciados e não descarta a possibilidade de desenvolver o serviço de telefonia móvel nas regiões II e III dentro de algum tempo.

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Renato Guerreiro, presidente da Anatel, declarou que a agência mantém a intenção de vender as licitações restantes do serviço móvel para as bandas D e E, a despeito dos argumentos que responsabilizam a crise energética pelo fracasso do leilão. As regras para um novo leilão das licenças das bandas D e E ainda não foram definidas, mas é possível que seja lançado um único edital, no qual a mesma licitação permita concorrer às várias áreas disponíveis. Reagrupar as áreas conforme o mapa atual das regiões da telefonia celular também é uma das alternativas. A Anatel pretende vender as licenças das bandas D e E ainda este ano.

Em relação à banda C, que se tornou a prioridade de negócios da agência, as expectativas são melhores. Guerreiro prevê que empresas internacionais ou nacionais que ainda não participam do mercado móvel, como a Embratel, entrem no leilão devido ao modelo adotado. O edital de licitação deve ser divulgado em 20 dias. O presidente da agência descartou a possibilidade de qualquer influência da crise energética no cronograma de licitação desta faixa.

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