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Kryptus traz mil CPS, chips brasileiros de alta segurança, para aviões não tripulados

Até o fim deste ano, o Brasil terá o primeiro chip de alta segurança desenvolvido em solo tupiniquim. Com investimento total de R$ 5 milhões, sendo R$ 4 milhões obtidos via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e cinco anos de pesquisa e desenvolvimento, a Kryptus entregará um lote engenharia de mil processadores da série Cripto-Processador Seguro (CPS), que serão testados pelos primeiros clientes. Uma das utilizações é em Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), direcionados a estratégias de guerra. Os valores do contrato não foram divulgados.

 

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Entenda a diferença entre um CPS, chip superseguro, e um convencional

 

A ideia é que o produto seja utilizado em situações que exijam extrema segurança, como é o caso de urnas eletrônicas (que, inclusive, foram invadidas nesta semana em um teste realizados por estudantes da Universidade de Brasília), pontos de pagamento, entre outros.

“O Brasil tem o que chamamos de déficit tecnológico em semicondutores. Há várias iniciativas do governo federal para incentivar a indústria”, explicou o CEO da Kryptus, Roberto Gallo, em entrevista ao IT Web. De acordo com o executivo, a fabricação ocorrerá na TSMC em Tawian, no mesmo parque em que são produzidos os processadores da AMD. “A ideia é que, quando a Ceitec entrar em funcionamento, a produção seja transferida automaticamente para o Brasil”, detalhou, garantindo se tratar do primeiro chip de alta segurança originado no País.

Fundada em 2003 na cidade de Campinas (São Paulo), a Kryptus já desenvolveu uma gama de soluções de hardware, firmware e software para diversos tipos de clientes estatais e privados, incluindo desde semicondutores até aplicações criptográficas de alto desempenho. As pesquisas para a criação do CPS começaram há cerca de cinco anos, dos quais os últimos dois anos foram o de desenvolvimento do projeto. Cerca de 30 engenheiros participaram do processo ao longo do período, o que culminou em um produto que já vem com capacidade de proteção a malwares e vírus.

A principal diferença do processador seguro em relação a um processador convencional é sua invulnerabilidade pensada em toda a estrutura do projeto. Supondo o caso de um Vant abatido em uma operação de guerra. O país inimigo pode usar de engenharia reversa para roubar a propriedade intelectual de seu adversário e acessar informações táticas que estavam lá armazenadas. Com um processador do tipo CPS, Gallo promete que isso não ocorre. “Ele foi feito para resistir a uma série de cenários de invasões”, prometeu.

O chip é pensado para diversas operações, como facilitar a implementação dos mecanismos de segurança e controle de conteúdo (DRM) do padrão de SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), além de uso em urnas eletrônicas e ambientes corporativos e pessoais como um tempo. No caso do atendimento da demanda do aparato de Defesa Nacional e Inteligência Nacional, as aplicações possíveis são rádios criptográficos para tropas terrestres; proteção de equipamentos de comunicações digitais de naves da Defesa;dispositivos para comunicações diplomáticas, telefonia VoIP e PSTN (telefonia comutada convencional) segura, entre outros.

Com o CPS se mostrando um marco no desenvolvimento do mercado de semicondutores no Brasil e fortalecendo a estratégia mundial de chips seguros, Gallo prevê que, no futuro, eles serão demandados não somente por órgãos governamentais ou ligados à atividade pública, mas a gadgets em geral, especialmente smartphones e tablets. “Não temos conversas ainda com fabricantes, mas essa é, certamente,  uma tendência. A Intel está para lançar uma família mais segura de processadores, o que mostra que o mercado esta indo nesse sentido. O mercado está requerendo alguma solução para os malwares”, afirmou.

Saiba mais:

Exército Brasileiro investe R$ 800 mil para se proteger contra malwares

Ciberguerra: fornecedor de segurança do Exército explica treinamento de SI

Anonymous: ciberguerra não existe, dizem especialistas

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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