João Cox, da Claro: “Boa sorte para a Tim”

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João Cox, da Claro: “Boa sorte para a Tim”

Ao contrário das ofertas que convergem telefones fixos e móveis criadas pela Oi (ex-Telemar) e, mais recentemente pela Tim, por meio do Tim Casa, a Claro não deve criar planos específicos para este mercado. “Os clientes querem telefonia móvel, não fixa. Mas é uma estratégia que a Tim tem. Boa sorte a eles”, afirmou o presidente da Claro, João Cox, durante encontro com jornalistas para divulgação do balanço da operadora.

Segundo ele, a Claro não tem expectativa de lançar planos de tarifas alternativas para ligações para telefones fixos. “Eu acredito que com o 3G será criado um novo patamar, e haverá espaço para a redução de tarifas”, disse ele, referindo-se ao ganho de produtividade que as operadoras terão com a capacidade de transmitir maior quantidade de informação em um mesmo canal através da faixa de freqüência utilizada pela terceira geração.

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Ainda sobre a 3G, Cox disse que não leu o edital que está em consulta pública, mas avalia que a questão principal não é o investimento que deverá ser feito pelas operadoras, mas a rentabilidade sobre as vendas, por conta das exigências com relação à cobertura do serviço. “Quase 90% das cidades brasileiras têm cobertura celular, temos que estar atentos à causa dos 10% não terem”, disse.

Reforçando a estratégia da operadora de focar no atendimento aos clientes, Cox afirmou que o “negócio da telefonia móvel é servir aos clientes, não vender aparelhos”. Ele não deu sinais, no entanto, de que a operadora deverá reduzir os subsídios na venda de aparelhos, ou parar com a oferta de celulares gratuitos. Sobre a venda de aparelhos desbloqueados, Cox afirmou que a Claro já disponibiliza aparelhos assim, com preços mais altos dos que os bloqueados.

Sobre a possibilidade de compra da Telemig Celular, Cox reforçou que esta é uma decisão dos acionistas da Claro, que deverá levar em conta a confiança na gestão da empresa e, o valor pedido pelos acionistas da operadora mineira.

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