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Já pensou em ser um professor de robôs?

Com certeza você já conversou com um chatbot em algum site para tirar dúvidas sobre algum produto ou serviço. Mas você já pensou que por trás desse robô existe um profissional que pensou em todas as perguntas possíveis para que ele possa ter as melhores respostas na ponta da língua? O professor de robôs, responsável por todo esse conteúdo, já existe e é a primeira profissão a ser abordada aqui na série Carreiras em Alta, do IT Trends.

 

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Um estudo da Cedro Technologies divulgado no ano passado aponta que 90% dos processos feitos corriqueiramente nas companhias pode ser feitos por chatbots, capazes de simular uma conversa com um ser humano. Os bots estão cada vez mais populares na automatização do atendimento, mas o bom funcionamento desse robô depende do desenvolvimento de roteiros adequados para as conversas. O grande desafio é alimentar o robô constantemente e mantê-lo atualizado para que possa interagir da melhor forma. Para isso, o escopo do professor de bots permeia desde criar uma estratégia de fluxo de conversa que tenha sentido, até a construção da linguagem utilizada.

 

Por conta disso, muitos desses profissionais que já estão trabalhando na área têm formação na área de comunicação. É o caso da professora de robôs que conversou com o IT Trends, Maria Carolina Gil, responsável por desenvolver conteúdos para bots da Hi Platform, que tem clientes como Netshoes e Porto Seguro. A empresa já possui 15 profissionais para essa função de conteudista, e expectativa de contratar mais em breve.

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Ela explica que, para seguir nessa carreira, é importante ter familiaridade com a língua, para escrever e corrigir os textos. “Mas, acredito que vai além dessa especificidade. Sinto que é mais importante termos a noção de contexto, interpretação e linguagem no geral (textual, auditiva e visual) do que de regras ortográficas”, explica a conteudista.

 

Estar conectado com o mercado também é fundamental para fazer um levantamento das necessidades de cada segmento. Por exemplo, entender o comportamento de um consumidor do varejo na Black Friday, qual a recorrência de compra, o que ele busca, onde ele busca, como ele busca? “Precisamos estar antenados em como podemos refletir de forma positiva no nosso bot de e-commerce para que o consumidor saia satisfeito nesta data”, explica Maria Carolina. Analisar os diálogos é importante para captar as percepções do cliente e revertê-las antes que seja tarde demais. Por isso não é suficiente apenas implantar um robô. O trabalho é vitalício.

 

Outra empresa que também desenvolve chatbots, a Appy Pie, explica que a forma de começar todo o trabalho de ensinamento do robô é escrevendo uma árvore de decisão ou processo.  No entanto, as coisas ficam muito mais fáceis quando o bot podem ser treinados usando NLP (Natural Language Processing), NLU (Natural Language Understanding) e outras habilidades de Aprendizado de Máquina, que é o caso dos robôs mais avançados. A Appy Pie que os chatbots ou bots ainda estão em sua nascente, mas eles definitivamente estão aqui para ficar. Por ser uma atividade ainda em ascensão, não existe um bê-á-bá de como se tornar professor de robôs, e também não há graduação específica. Para te ajudar, o IT Trends listou as habilidades necessárias para quem pretende seguir essa carreira em ascensão:

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10 habilidades necessárias para se tornar um professor de robôs

 

  • Capacidade de entender o cliente e o contexto da empresa

 

  • Boa fluência em português

 

  • Habilidade de relacionamento interpessoal

 

  • Conhecimento de branding para entender ou até criar o tom de voz da marca

 

  • Facilidade em pensar em todas as variáveis possíveis dentro de uma situação

 

  • Perfil curioso e ligado nas novidades de cada segmento de atuação

 

  • Capacidade consultiva para guiar o cliente e entender o que ele realmente precisa ter dentro do bot

 

  • Instinto analítico e estratégico

 

  • Conhecimento de técnicas de UX Writing para garantir a melhor experiência do usuário (User eXperience — UX)

 

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Redator
7 anos ago

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