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IoT todos querem ou já têm, mas cadê a gestão?

O mercado de M2M (comunicação máquina a máquina) e Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) vem crescendo consideravelmente nos últimos anos e ganhando cada vez mais força e confiança em todos os segmentos. A tecnologia avança rapidamente e traz consigo um universo de possibilidades que permitem administrar com mais eficiência equipamentos, máquinas e até pessoas à distância. Hoje, um grande número de dispositivos possuem algum meio de se conectar à internet, gerando assim grandes benefícios ao dia a dia.

Teremos bilhões de coisas conectadas em todo mundo, gerando um universo de informações que, sem dúvida nenhuma, serão suplementos fundamentais para sobrevivência de muitas empresas que buscam adequar seus custos dentro de uma economia cada vez mais conectada. Na contramão dos demais setores, a área de M2M promete continuar crescendo, pois o mercado global de IoT tem a previsão de receita de US$ 1,7 trilhão e mais de 20 bilhões de “coisas” conectados até 2020, conforme aponta uma recente pesquisa da IDC (Internacional Data Corp.), reflexo da necessidade das empresas inovarem, otimizarem processos e custos.

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De acordo com o Teleco, em Setembro de 2015, o Brasil alcançou um volume de aproximadamente 11,3 milhões de linhas M2M. Um crescimento que nos últimos anos vem superando a barreira dos 20% ao ano e tende a crescer cada vez mais. Se dentro de 4 anos teremos alguns bilhões de coisas conectadas, paira a dúvida: O mercado encontra-se preparado para administrar todas esta conectividade?

Muitas empresas que estão focadas no desenvolvimento de projetos de IoT ou M2M tem como sua principal preocupação o hardware e a plataforma que irá administrar todas as informações obtidas através dos sensores. Por mais que a conectividade seja apenas um meio de comunicação entre o hardware e a plataforma, esta é um dos maiores custos dentro dos projetos que envolvem M2M ou IoT. Além de ser um custo mensal por cada equipamento conectado, existem as falhas nas parametrizações dos hardwares ou má gestão das linhas M2M que podem gerar custos adicionais não esperados e em alguns casos comprometer projetos inteiros.

No Brasil e no mundo, existem algumas empresas que já oferecem este tipo de serviço de gestão das linhas de M2M por meio de softwares especializados que validam o consumo individual de cada linha e alertam quando algumas destas linhas ultrapassam o pacote contratado junto à operadora de telefonia móvel. Este mínimo controle já é capaz de reduzir em 15% o custo mensal com a conectividade, dependendo do volume de linhas contratadas. Ainda é possível contar com um controle através de softwares especializados, para obter uma eficácia no consumo das linhas de M2M, contando que os hardwares estejam devidamente parametrizados por especialistas para garantir um consumo adequado de conectividade.

Empresas que possuem um alto volume de equipamentos conectados muitas vezes perdem o controle de consumo das linhas e em alguns casos, chegam a possuir linhas sem conectividade por falha no equipamento ou pelo simples fato do equipamento ter sido desativado ou extraviado. A má gestão faz com que muitas organizações paguem mensalmente por linhas que sequer tenham sido utilizadas. Quando falamos de bilhões de coisas conectadas, estamos falando também de milhões de R$ (Reais) desperdiçados pela má gestão das soluções.

Diante do cenário de rápido crescimento no segmento de M2M, todo controle e gestão das linhas são fundamentais para garantir a sustentabilidade dos custos.

Sem dúvida, o sucesso da implantação de projetos de IoT ou M2M não se resumirão aos processos principais das aplicações em questão, mas do gerenciamento de todos insumos necessários que muitas vezes geram custos mensais.

*Guilherme Luz é gerente de marketing e produtos da Wyless TM Data.

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itmidia
Tags: estratégiainternet das coisas
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