IoT: Quando a letra ‘o’ está fora da ordem

Embora a Internet das Coisas ofereça grandes benefícios, muitas companhias se esquecem de que é preciso cuidar de sua operação para fazê-la funcionar perfeitamente

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Costumo dizer que para iniciar uma conversa sobre Internet das Coisas (IoT) é preciso colocar a letra “o” em último lugar na sigla, em vez de colocá-la no meio. Afinal, como está a sua operação? Ela funciona bem? Recebe investimentos constantes? As pessoas que cuidam dela estão devidamente preparadas?

Digo isso porque sei que a Internet das Coisas representa uma nova era em termos de tecnologia para as empresas do mundo todo. E empresas de todos os portes, sem exceção, vão em algum momento participar desta transformação. Isso porque IoT é sinônimo de economia de processos, maximização de lucros, sustentabilidade, novas possibilidades de marketing, entre outras maravilhas.

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No entanto, embora a IoT ofereça grandes benefícios sociais e seja um movimento considerado já em andamento, muitas companhias mergulham em pura empolgação e se esquecem de que, para trabalhar dentro desse conceito, é preciso cuidar de sua operação e fazê-la funcionar perfeitamente. 

Todos querem adicionar mais controles na vida do gestor. No fim das contas, o que se vê são executivos sobrecarregados que deixam facilmente transparecer problemas antigos das companhias, demonstrando que falhas na infraestrutura, por exemplo, continuam a urgir. É aí que está o problema: se a operação de TI (ITO) não está em ordem e a tecnologia tradicional não corresponder, fica impossível pensar em algo tão inovador como a IoT de forma sustentável.

Para alcançar bons resultados com a IoT é preciso ter peças encaixadas. É preciso pensar na operação como um todo, pois se não houver uma orquestra preparada para tocar, ela não conseguirá ser o instrumento solo que todos esperam. Pior ainda: ela será o instrumento desafinado que vai causar ainda mais transtornos.

Em sua essência, IoT significa um ambiente que reúne informações de vários dispositivos e aplicações. Mas são precisos muitos dados e meios para fazê-la funcionar e cumprir seu papel. A Internet das Coisas pode ser, no futuro, a espinha dorsal da sua empresa, mas lembre-se de que ela não é o único osso naquele corpo.

Fico incomodado quando ouço o termo Internet das Coisas como simplesmente uma expressão da moda, da forma como ocorreu com cloud e o conceito de green IT, ou TI verde. Com tantas melhorias que podem ser extraídas para a vida das pessoas, não é possível que toda a infraestrutura necessária para viabilizá-la seja mantida sem investimentos e novidades.

E você, possui sua IT operations em ordem?

*Alexandre Paoleschi é presidente da Konics.it, desenvolvedora de soluções de gerenciamento de backup e monitoramento de serviços de TI. 

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