O investimento em ciência e tecnologia (C&T) registrou crescimento de 2012 para 2013. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em 2013, o investimento nessa área atingiu R$ 86,8 milhões, o equivalente a 1,68% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no mesmo período.
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No ano anterior, foram aplicados em C&T R$ 76,4 milhões (1,62% do PIB). Em 2000, o dispêndio era de R$ 15,8 milhões. A marca de R$ 62,2 milhões aplicados em ciência e tecnologia foi atingida em 2010.
O investimento em C&T é a soma das Atividades Científicas e Técnicas Correlatas (ACTC) e das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Segundo explica o MCTI, as ACTC são ações que contribuem para geração, difusão e aplicação do conhecimento científico, como serviços científicos e tecnológicos prestados por bibliotecas, museus de ciência, jardins botânicos e zoológicos. Já as atividades de pesquisa e desenvolvimento englobam pesquisas básicas e aplicadas e desenvolvimento experimental, ou seja, o trabalho criativo voltado para aumentar o conhecimento da instituição ou empresa e criar novas aplicações.
As principais fontes de investimento em ciência e tecnologia no Brasil são em atividades de P&D. Em 2013, foram aplicados R$ 63,7 milhões. Os governos federal e estadual são os principais investidores (57,7%). Para estimular o setor privado a investir em atividades científicas e tecnológicas, a renúncia fiscal do governo federal, em 2013, foi de R$ 6,4 milhões, sendo as leis de Informática (nº 10.176/2001) e do Bem (nº 11.196/2005), responsáveis por 92,1% desse total de isenção.
Educação
Os governos federal e estadual dedicam parte dos recursos para o financiamento de programas de pós-graduação, segundo o MCTI. Dos R$ 36,7 milhões aplicados pelos governos em ações de P&D, 47% são destinados a instituições de ensino superior.
Os outros dispêndios compreendem bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) e investimentos nas entidades vinculadas ao MCTI, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na Fiocruz, entre outras instituições científicas e tecnológicas (ICTs) públicas.
Em 2012, haviam cerca de 300 mil bolsistas no País, sendo 52,8% deles apoiados por programas do CNPq, 30,6% da Capes e 16,6% das FAPs. Das bolsas financiadas pela agência de fomento ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, cerca de 63 mil, as áreas do conhecimento com maior quantidade estudantes são ciências exatas e da terra, engenharias, ciências biológicas, ciências agrárias e ciências humanas.
De acordo com a Scopus, maior base de dados de resumos e citações de literatura de revistas científicas, livros e anais de eventos, a produção brasileira de artigos, em 2013, cerca de 55 mil, correspondeu a 2,5% das publicações mundiais. As áreas com maior produção de artigos no período foram medicina, ciências biológicas e agrárias, e bioquímica, genética e biologia molecular.