Presente no Brasil há pouco mais de um ano, a Internexa, operadora de telecomunicações do grupo colombiano ISA, decidiu acelerar seu crescimento no País por meio de aquisição. A empresa acaba de comprar a NQT, que atua no mercado atacadista de transporte de dados e acesso à internet, no estado do Rio de Janeiro. O valor da transação não foi revelado.
A aquisição faz parte de um plano de investimento da companhia de US$ 250 milhões para América Latina entre 2014 e 2016. Segundo Rogério Antunes, CEO da filial local, o mercado brasileiro é o maior alvo da prestadora de serviços de telecom.
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Além da transação no Rio de Janeiro, a Internexa está investindo no estado de São Paulo, onde implantará 4 mil quilômetros de fibras ópticas utilizando as estruturas e linhas de transmissão da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP).
As duas operações fortalecem a operação da Internexa, que já estava presente em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. “Agora passamos a cobrir também os estados de São Paulo e Rio de Janeiro”, diz o executivo.
“A aquisição da NQT e a implantação das redes de fibras ópticas em São Paulo têm grande sinergia com o modelo de negócios da Internexa e são parte de nossos planos de expansão no País”, acrescenta Genaro Garcia Dominguez, presidente global da Internexa, que esteve no Brasil para realizar os anúncios.
O executivo destaca experiência da empresa na operação de redes de fibras ópticas com expressivos resultados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no Equador e no Peru. “O Brasil vive um momento ímpar de desenvolvimento e vai demandar cada vez mais infraestrutura de alto nível. Isso representa uma grande oportunidade para nossos negócios”, diz Dominguez.
Com a união das duas companhias e mais o investimento em São Paulo no mercado paulista, a Internexa passa a operar com uma rede de longa distância de dez mil quilômetros de extensão de fibra óptica para atender operadoras de telecomunicações. Sua expectativa é aumentar em até 10% os negócios do mercado de carrier de carriers em três anos.