Internet Explorer 10: tudo em torno da “experiência do usuário”

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Internet Explorer 10: tudo em torno da “experiência do usuário”

Velocidade, desempenho, segurança, interoperabilidade e interatividade. Para os mais céticos que leram o título da matéria, pode parecer que não, mas estou mesmo falando do Internet Explorer 10. Mas estes foram os adjetivos mais usados por Chewy Chong, gerente sênior da Microsoft para o IE, que esteve em São Paulo, na sede da Microsoft, para apresentar algumas novas funcionalidades da próxima geração do navegador da companhia fundada por Bill Gates.

Como sabemos, a Microsoft apostou alto este ano no desenvolvimento de uma série de novas ferramentas e atualizações de softwares e serviços, num movimento que trouxe à tona uma companhia voltada à experiência integrada no uso de soluções, o que, novamente, deixou os céticos ainda mais céticos e os otimistas com os olhos bem atentos aos próximos passos da empresa de Redmond. O IE 10 é mais uma dessas apostas, juntamente com o recém-lançado Windows 8.

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Chong dividiu os novos esforços da Microsoft por partes:

  • Experiência multiplataforma – “O Internet Explorer foi concebido para ser um navegador que entregue experiências iguais ou superiores ao que é apresentado em um aplicativo nativo, com a grande coisa de difundir essa experiência em diferentes devices”, conta Chong. O preço por isso foi a remoção da antiga interface do browser para um ambiente mais limpo e dedicado ao conteúdo que está sendo apresentado na tela. Multiplataforma, para a Microsoft, significa a implementação da interação coordenada do Internet Explorer com Windows 8, Windows Phone e Xbox. O IE do Xbox, por exemplo, pode ser usado através do aplicativo Smartglass, instalado em um smartphone que rode o sistema operacional da fabricante, que, por sua vez, automaticamente se torna o teclado do console. “A Microsoft quer que os aplicativos conversem um com os outros. O iPad não oferece uma experiência deste nível”, comenta.

  • Experiência direcionada pelo toque – Como sabido, o Internet Explorer 10 tem, pela primeira vez, total conformidade com touchscreen. Para se ter ideia, o IE 10 traz suporte para até oito dedos ao mesmo tempo, o que para desenvolvedores pode ser uma oportunidade de entregar experiências diversas para os usuários, assim como as empresas podem começar a pensar em campanhas mais interativas para seus clientes.
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  • Segurança – Um dos grandes desafios da Microsoft foi conceber um ambiente seguro e com regras de privacidade mais elaboradas, capazes de avisar o usuário sobre arquivos ou sites maliciosos, sem “estragar” a usabilidade.  “Quando o usuário tenta baixar um software ou arquivo que não é comumente usado, o informamos sobre o risco”, exemplifica o executivo chinês. “Percebemos que tudo o que os usuários querem é uma boa experiência. Portanto, repensamos o navegador totalmente. Os sites conseguem mostrar o melhor deles com o nosso browser… não há o que dizer, é preciso usá-lo.”

Com licença

Para deixar registrado, minha opinião é de que a Microsoft acertou a mão no Internet Explorer 10, mas a experiência completa fica muito refém dos dispositivos que permitem o toque – algo bastante distante da base instalada de computadores no Brasil, que vai levar um tempo para ou migrar para o Windows 8 (e continuará sem essa interação) ou comprar um tablet, notebook, all-in-one ou smartphone com o novo IE.

A experiência entregue pelo navegador é bastante válida e a simplicidade impera no novo desenho do browser. Neste mundo de permissões e acesso ao conteúdo da internet, cada navegador se diferencia em determinado ponto. Desta vez, acredito, a Microsoft acertou em ouvir as reclamações dos usuários para a criação dessa nova experiência. Agora é o momento de trabalhar o estigma de que o Internet Explorer é bom apenas para baixar os outros browsers. Volta a ser uma alternativa de peso.

A Microsoft criou um vídeo para a nova campanha do Internet Explorer 10, que já foi bastante disseminado na rede, mas que continua, por assim dizer, atual no coração de quem “ama odiar” o browser da Microsoft – aliás, ações como essa serão essenciais para que a companhia modifique, aos poucos, a cabeça do usuário.

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