Se a visão do CEO da Cisco, John Chambers, sobre a Internet de Tudo (termo cunhado pela Cisco que, segundo a companhia, transcende a internet das coisas) se realizar, nossas cidades terão uma aparência muito diferente ? e bem mais inteligente ? durante a próxima década.
Durante seu keynote na CES 2014, em Las Vegas, o executivo compartilhou as mais recentes estatísticas da Cisco em torno da Internet de Tudo e do potencial da economia em custos que a tendência trará para clientes, negócios e cidades em todo o mundo.
Em seu discurso, Chambers afirmou que a Internet de Tudo representa um potencial de US$ 19 trilhões em oportunidades entre a combinação do setor público e privado, sendo que a divisão seria de US$ 14,4 trilhões potenciais para o setor privado, e US$ 4,6 trilhões ganhos de receita ou redução de custos para o setor público. Ele também disse que estes números poderiam ser conservadores.
?Se você fosse para extrair um número a partir de hoje, pense em US$ 19 trilhões?, disse Chambers à multidão. ?Este é o ponto que chamo a atenção de CEOs, governos e líderes empresariais.?
Chambers, então, destacou exemplos específicos de como a Internet of Everything ? ou a capacidade de conectar objetos que vão de carros a eletrodomésticos ? vai impactar o cotidiano dos consumidores e empresas.
Ele disse, por exemplo, que os postes de luz com acesso à internet podem usar sensores para ligar-se e desligar, detectando quando sua luz é realmente necessária. A Europa gasta cerca de US$ 13 bilhões por ano em iluminação pública, e a tecnologia da Internet de Tudo poderia ser usada para cortar esse número entre 70% a 80%, afirma.
Além disso, segundo Chambers, esses postes de luz conectados poderiam ser usados como estações para carregar veículos elétricos ou distribuir internet para áreas até então desconectadas. ?Isto não é apenas sobre tecnologia. É sobre como isso pode mudar as vidas das pessoas.?
Em outro exemplo, Chambers disse que a tecnologia da Internet de Tudo pode ser utilizada para reduzir os custos de gestão de resíduos em 30%, através da utilização de sensores, em latas de lixo, que permitem aos coletores saberem se as latas estão cheias ou não.
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