Assim como uma raposa se prepara para dar seu bote, a inovação segue três processos, que formam o acrônimo SIP: Sighting (sentir, verificar uma possibilidade), Immobility (imobilidade, momento no qual há uma pausa natural no processo, até a espera do momento correto) e Pounce (o bote, no qual a presa é capturada, mudando totalmente os processos). E até 2022, o movimento de internet das coisas e o consequente Big Data atingirão exatamente a letra P desse movimento, o que é classificado como Big Bang dos dados. Pelo menos é esta a visão do terceiro futurista mais respeitado do mundo, o italiano Vito Di Bari.
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Professor de design e gestão da inovação na Universidade Bocconi e diretor científico do LabNext, o ?tanque de conhecimento de Milão?, Di Bari se apresentou no Brasil na última quinta-feira (08/11), durante o TEDxFIAP, produzido pela Fiap. Fechando um ciclo de 23 palestras, com duração de 18 minutos cada, realizada ao longo do dia, o especialista em futuro identificou que o mundo está, agora, no ?I? do processo, no qual objetos passam a ganhar sensores e deixar a vida mais automatizada.
A explosão de dados, explicou Di Bari, acompanha o seguinte processo: até 2001, todo o conhecimento da humanidade representava 5 exabytes em capacidade de armazenamento. ?Os dados de toda a história da humanidade, com 18 mil anos de civilização?, ponderou. Em 2020, produziremos o equivalente de conteúdo que toda a humanidade produziu em 18 mil anos a cada 18 minutos. Ou seja: 5 exabytes de dados serão jogados na nuvem a cada 1080 segundos, o que dá um estoque de 25 mil exabytes. ?Este será o Big Bang do Big Data?, comentou.
?Quando Thomas Edison inventou a lâmpada, em 1879, deu-se início ao processo de revolução industrial, redefinição de design. Tivemos de redesenhar todos os produtos. E Isso vai acontecer de novo?, garantiu, com as luzes do auditório apagadas e apenas uma vela como iluminação, para trazer a plateia à sensação daquele tempo.
Capacitados com sensores e nanoprocessadores, os objetivos do futuro serão totalmente conectados à nuvem, gerando a verdadeira explosão de dados que foi iniciada há alguns anos. A perspectiva do italiano é que até 2014 os carros estejam no terceiro lugar da lista de dispositivos móveis conectados à internet, atrás de tablets e smartphones. Com pintura feita com base em nanotecnologia esses computadores com quatro rodas poderão mudar de cor conforme a atividade do usuário ? se ele estiver indo ao trabalho ou pegando a estrada para uma viagem de férias ? além de permitir total integração com a nuvem e todo o conteúdo disponível no mundo.
?Estamos indo tão rápido, mas o futuro é devagar. O futuro é devagar?, comentou, dando como exemplo a comunicação via telefones celulares, que foi inventada em 1946, mas tornou-se realidade apenas no fim do século 20. ?Pense no primeiro telefone celular que você teve. Ele com certeza não foi o primeiro a ser lançado. Agora pense a primeira vez que você viu um telefone móvel e você pensou: quero um. Era o primeiro a ser inventado? Também não?, contextualizou. ?Então, o que aconteceu? A inovação nasceu, e depois foi hibernar, ficou nesse momento de imobilidade, e deu um salto?, afirmou.
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