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Interação humana é destaque na atuação da Rappi

A Rappi é hoje uma das maiores startups do continente sul-americano. Atualmente, atua na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai, com planos de expansão para a região inteira. No Brasil, a empresa colombiana apresenta crescimento mensal de 30% – cifra que torna o País o mercado mais importante.

Em entrevista à Computerworld Brasil, Sebastian Mejia, cofundador da empresa, falou sobre a história da companhia, sua proposta de valor e como a startup está contribuindo para o crescimento do empreendedorismo digital na região latino-americana.

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“O principal diferencial da Rappi é escutar detalhadamente as demandas dos clientes”

Pode parecer uma estratégia obvia, mas segundo Mejia para se adaptar às necessidades do consumidor, é essencial ouvi-lo. A missão da Rappi é ser a maior loja virtual da região, facilitando a vida dos habitantes das grandes cidades onde funciona. Por isso, tem entrado em outros segmentos como varejo, financeiro, mobilidade etc.

Para a marca, a prioridade é suprir as demandas dos seus clientes, inovando cada vez mais nos produtos e serviços que podem ser encontrados por lá. “Queremos ser parte da rotina dos nossos usuários, melhorando sua qualidade de vida. Para atingir esse objetivo, estabelecemos parcerias estratégicas que ajudam a cumprir nossa missão”, sentenciou.

O app conta com produtos e serviços de restaurantes, supermercados, farmácias etc. Além disso, fechou parcerias com outras iniciativas associadas à beleza, pagamento e mobilidade, abraçando novas verticais de negócios. Exemplos no Brasil incluem alianças com Singu, Ride,Petz, Grin e MAC.

A Rappi nasceu em 2015, quando Sebastian trabalhava em outro projeto voltado para e-commerce com Simon Borrero e Felipe Villamarin. Os empreendedores perceberam as barreiras que apresentava o processo de compras on-line, especialmente na parte de entrega e pagamento. Com essas descobertas, focaram na criação de um aplicativo que conseguisse entregar as compras em menos tempo e que qualquer pessoa pudesse usar. A Rappi, portanto, visa abraçar todas as faixas etárias, desde Millenials até a terceira idade.

Para atingir essa missão, a atuação dos entregadores é essencial, indica o executivo, já que sem eles, a Rappi perderia uma das suas maiores qualidades: a interação humana. Na visão de Mejia, esse processo faz parte do DNA da empresa e não pode ser trocado por nenhuma tecnologia.

Próximo hub do empreendedorismo digital

Em 2018, a Rappi tornou-se o mais novo unicórnio da América Latina. Com seu crescimento, a startup está quebrando paradigmas e demostra que é possível empreender na região e ser bem-sucedida. A marca quer chegar aos 500 milhões de habitantes do continente sul-americano, ressaltou Mejia.

Na visão de Mejia, a região latino-americana tem potencial para concorrer com grandes mercados do empreendedorismo digital como Vale do Silício, nos Estados Unidos. Porém, é necessário fortalecer a cultura do empreendedorismo, especialmente voltado para TI e iniciativas digitais. A equipe de tecnologia da Rappi é 100% latina, demostrando que o talento da região tem potencial para ser tão competitiva em temas de inovação quanto a China e outras grandes geografias.

Hoje, todos os esforços de crescimento estão focados no fortalecimento local, naturalmente sem deixar de lado o cenário global, adotando elementos que possam ser adaptados ao mercado latino. Para Mejia, o sucesso do app é só o começo de uma nova onda na economia regional. “A América Latina pode ser o próximo hub do empreendedorismo digital”, finaliza.

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Published by
Tatiana Olaya
Tags: empreendedorismonegóciosstartupSulAmérica
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