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A Dell está em êxtase. Após vencer o investidor e acionista Carl Icahn, a companhia recebeu o sinal verde para fechar seu capital e ficar longe da pressão de Wall Street. Desde abril de 2013 a empresa está atrás de buscar recursos para causar o movimento. A Silver Lake entrou na jogada, assim como a Microsoft, que ajudará colocando cerca de 2 bilhões de dólares, para que Michael Dell faça a recompra das ações por 24,8 bilhões de dólares e possa novamente chamar a empresa que fundou de sua.
De acordo com analistas, a grande pressão existente sobre os ombros de Dell reside na velocidade de inovar. Em busca de tirar a dependência de sua receita do mercado de PCs (cerca de 51% do faturamento), a empresa se via encurralada por acionistas e Wall Street, que buscavam a entrega de resultados e dividendos. Hoje, (embora seja parte importante da oferta) o foco no mercado corporativo não está na computação pessoal, mas sim em sistemas mais complexos de armazenamento, rede, servidores e serviços de infraestrutura convergente.
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Não somente isso, as várias aquisições nos últimos anos ainda não estão trabalhando em completa sinergia, e a necessidade para que as ferramentas conversem para a construção de soluções é gigante. Mas os parceiros acreditam que sem a pressão de Wall Street as coisas comecem a caminhar de forma mais orgânica, sofrendo apenas com a pressão de mercado junto às demandas dos clientes.
Menos pressão dum lado, mais pressão doutro
Carlos Junior, diretor comercial da IT One, parceiro premier de Minas Gerais, vê o movimento da Dell como positivo, e acredita que agora a companhia terá maior flexibilidade e agilidade para executar estratégias e inovar. Para ele, sem a pressão de Wall Street, o que sobra é a pressão por parte dos clientes. ?Há um desafio grande, por exemplo, no mercado Client. A tendência de crescimento é baixa, é necessário uma modificação nesta área do negócio ? que é grande para a Dell – e acredito que as coisas tendem a caminhar melhor?, avalia.
Não somente isso, o executivo só acredita que a empresa possa se transformar se focar verdadeiramente os parceiros. Embora muito tenha sido feito na história recente, a empresa ainda carrega o ranço das vendas diretas no DNA, diz ele, e se quiserem revolucionar o negócio terão que fazer por meio dos canais, diz Junior. ?Não tem como agregar tanto valor quanto o cliente espera fazendo sozinho?, acrescenta. ?O único caminho para gerar oferta diferenciada, é por meio do canal.?
Há 12 anos trabalhando com a Dell, período que compreende aos primeiros passos da fabricante no Brasil, a abertura de capital e a criação do programa de canais, Alexander Costa Barcelos, diretor comercial da LTA-RH, só vê ganhos com o recente movimento de Michael Dell. Ele, inclusive, é parte do conselho de canais da Dell.
O fato, segundo ele, é que a empresa era mais agressiva, competitiva e ágil antes do IPO. Ter que reportar resultados e deixar Wall Street feliz fez com que a empresa perdesse parte do brilho dessas qualidades. ?E entendemos que é natural, pois o acionista quer dinheiro, e isso gera burocracias em processos?, visualiza. ?Então, agora, retomaremos as virtudes do passado, com um ?Q? a mais, que é a possibilidade de integrar todas as grandes aquisições recentes para entregar uma solução poderosa ao mercado.?
Mas ele compartilha a opinião de que a pressão do cliente tende a aumentar, pois inovar e agregar maior valor são discursos inteiramente relacionados ao fechamento do capital. ?Com as recentes aquisições de players de mercado, a empresa ampliou significativamente o portfólio de produtos, visando atender as ambições e necessidades de clientes e prospects?, diz.
Redação
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Pamela Sousa
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