USP e SAS criam centro de análise de risco para o setor elétrico

Parceria abre quatro locais de trabalho para pesquisas aplicadas e formação de profissionais; disciplina de pós-graduação vai ser iniciada em 2008.

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USP e SAS criam centro de análise de risco para o setor elétrico

Parceria entre a escola politécnica da Universidade de São
Paulo e o SAS cria o centro de estudo para análise de risco no setor elétrico. O
objetivo da iniciativa é criar um espaço para o desenvolvimento de pesquisas
aplicadas, além de formar profissionais especializados no setor. A empresa não divulgou
o montante investido.

“Foram abertos quatro locais de trabalho com a
disponibilidade da ferramenta do SAS para análise de risco. Teremos uma disciplina
de pós-graduação já para o ano que vem, mas os alunos de graduação também vão
ter contato com a solução, em estágio ou bolsas de iniciação científica, e teremos
espaço para profissionais fazerem cursos de atualização”, explica Marco Antônio
Saidel, coordenador do grupo de energia da Poli.

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A iniciativa pretende acompanhar um momento delicado para o
setor energético. Depois do processo de privatização, o setor viu uma
proliferação de produtores independentes e comercializadores, sendo balizado por
diversas regulamentações da agência nacional de energia elétrica (ANEEL). “Errar
nesse mercado é especialmente complicado. Se uma distribuidora tiver que buscar
energia nos leilões, é punida. A margem de 3% de erro na quantidade de energia
adquirida em um prazo de cinco anos é um grande desafio”, conta Fernando Prado,
professor da Poli. De acordo com ele, as ferramentas de análise ajudam nesse
momento.

O desafio, no entanto, é aplicar soluções de gestão de
riscos e análises preditivas em um setor tradicionalmente lento em relação a
novas tecnologias. Érica Custódio, diretora de marketing para a região Sul da
América do Sul do SAS, define o centro como um fator para aumentar a penetração
no setor energético. “Atualmente, esse segmento representa 10% do nosso faturamento
no mundo. No Brasil, eles estão iniciando agora a demanda por soluções de inteligência
de gestão, queremos aproveitar o momento”, diz.

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