Responsável pela realização de exames terceirizados de mais de 5.000 laboratórios clínicos do Brasil, a empresa aposta suas fichas na construção de uma megarede de relacionamento, num modelo semelhante a um B2B.
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Ana Paula Lobo
Responsável pela realização de exames terceirizados de mais de 5.000 laboratórios clínicos do Brasil, entre eles os de gigantes como Delboni e Hospital Albert Einstein, a mineira Hermes Pardini aposta suas fichas na construção de uma megarede de relacionamento, num modelo semelhante a um B2B (Business-to-Business).
Incrementar ao máximo o processo de transferência online de exames e manipulação dos resultados automatizados é prioridade na estratégia montada pela área de TI, prevista para ser ativada em setembro deste ano. O custo total da solução é orçado em R$ 1 milhão.
O processo de relacionamento online não é novidade na Hermes Pardini. O gerente de Informática da companhia, Sérgio Rocha, conta que há dois anos o laboratório investiu US$ 600 mil na compra de dois robôs suíços, utilizados na identificação de amostras e separação de material coletado para exames.
Essa aquisição permitiu que o envio e recepção de exames acontecessem de forma online. Hoje o laboratório manipula aproximadamente 1,5 milhão de exames mensalmente, com uma taxa prevista de crescimento de 50% até o final deste ano.
“Diante desses números e da complexidade dos exames, constatamos que era preciso criar um modelo que integrasse ainda mais o sistema do Hermes Pardini aos dos laboratórios. Para isso, investimos no desenvolvimento interno de uma arquitetura Web Services/XML”, explica Rocha.
Simplicidade
O executivo sabe que terá que contar com uma infra-estrutura de comunicação poderosa e confiável. Em função disso, o Hermes Pardini acertou a contratação de duas redes VPNs (Virtual Private Networks) respectivamente junto à Embratel e à Telemar.
“A proposta é que uma faça a redundância da outra. Por incrível que pareça, a rede da Telemar abrange mais cidades da nossa área do que a da Embratel. Então chegamos ao consenso de que precisávamos das duas”, observa. No piloto, que acontece em Belo Horizonte, a Embratel é a fornecedora da conexão VPN.
Toda a solução de hardware utilizada pelo laboratório é contratada junto à Microcity, integradora e fornecedora mineira. De acordo com Rocha, fica claro que não há a intenção de investir na aquisição de ativos, bem como de manter uma equipe exclusiva para cuidar de hardware e assistência técnica. “O rompimento com a aquisição de equipamentos aconteceu quando percebemos uma sala lotada de sucata. Era um prejuízo sem tamanho”.
Mas há uma área na qual a terceirização está riscada dos planos: o desenvolvimento interno. No ramo dos laboratórios, as arquiteturas são proprietárias em função da especificação do modelo de atuação, explica Rocha. Com isso, há uma equipe da Hermes Pardini – 22 funcionários – trabalhando no desenvolvimento das aplicações. A atenção central está na criação de uma plataforma Web Services/Java, que hoje já funciona numa conexão-piloto com mais de 100 instituições.
“A partir de setembro, com o B2B começando a funcionar, a integração dos sistemas a partir do Web Services terá papel importante no relacionamento com os nossos clientes. Então não há como acreditar em solução pronta de mercado. Até porque elas não existem”, finaliza Rocha.
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