Icann pode lucrar US$ 357 milhões com novos domínios de internet

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Icann pode lucrar US$ 357 milhões com novos domínios de internet

A Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (tradução livre de Internet Corporation for Assigned Numbers and Names, a Icann) revelou a lista das propostas dos novos domínios genéricos de primeiro nível na internet  (gTLDs) e das organizações, que pagam US$ 185 mil para ter suas sugestões avaliadas.

Os gTLDs que sobreviverem ao processo de avaliação da Icann se tornarão sufixos de domínios válidos e terão lugar ao lado dos nomes originais (.com, .edu., .net, .org, and .mil); dos criados há mais de uma década (.aero, .biz, .coop, .info, .int, .museum, .name, .pro); e de novas adições (.asia, .cat, .jobs, .mobi, .tel, .travel, e .xxx) assim como de entidades legais no sistema de nomes de domínios.

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Muitas empresas apostam nos pedidos para promover suas marcas ou estabelecer um negócio de venda de nomes de domínio. As organizações que tiverem as suas propostas aprovadas terão que pagar US$ 25 mil anualmente como um registro e US$ 0,25 por transação, se houver mais de 50 mil transações. As empresas também podem simplesmente manter seus gTLDs aprovados para uso próprio.

A Icann disse que recebeu 1.930 candidaturas, 66 das quais são de nomes geográficos, e 166 estão em alfabetos não-latinos, como árabe, chinês, e cirílico. Essa é a primeira vez que não-latinos foram avaliados para aplicação no sistema de nomes de domínio, um evento que ressalta a crescente internacionalização da internet.

A US$ 185 mil por proposta, a organização deve recolher mais de US$ 357 milhões quando tudo estiver dito e feito. Entre as empresas que propõem novos gTLDs estão a AOL, Amazon, Audi, Citigroup, General Motors, Google, Microsoft e Wal-Mart, para citar apenas alguns.

Somente o Google entrou com proposta para mais de cem novos gTLDs, incluindo .blog, .book, .cloud, .docs, .phd e .wow. Em um post no blog no mês passado, o Google afirmou que o pediu para relacionar suas marcas, seu core business, a experiência do usuário do Google, ou domínios que “têm um potencial interessante e criativo, como .lol”.

A ordem é que apenas uma entidade opere o registro de gTLD para um nome de domínio específico. Para as 13 empresas que procuram o controle sobre a proposta de domínio .app – um grupo que não inclui a Apple – e as nove empresas que querem o domínio .book, isso significa que os pedidos deverão ser auto resolvidos, determinado por um processo de comunidade, ou liquidados através de leilão.

O presidente e CEO da organização, Rod Beckstrom, disse que a Icann se comprometeu a ir em frente com o projeto, apesar das críticas, porque acredita que as medidas que foram postas em prática para proteger titulares de marcas registradas são suficientes. “Nós pensamos que isso irá desencadear a inovação”, afirmou, observando que os preços de nomes de domínio nos registros de gTLDs caíram 70% nos últimos 12 anos.

Os críticos enxergam os novos gTLDs como um esquema com fins lucrativos para forçar as empresas a gastar dinheiro para proteger suas marcas. Em uma seção de seu site para o feedback do programa, um indivíduo que se identificou como Sean Conaty diz que a Icann só criou o projeto por lucro e que o plano é ruim para a segurança e usabilidade.

A advogada especialista em privacidade na internet Lauren Weinstein se referiu ao projeto como extorsão.

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