A Motorola e Carl Icahn alcançaram um acordo que encerra a longa batalha dos investidores para colocar membros na direção da Motorola.
Duas pessoas indicadas por Icahn foram para o conselho e uma delas vai assumir imediatamente, confirmam a empresa e o próprio Icahn em um comunicado. Além disso, a Motorola concordou em buscar opiniões de Icahn relacionadas com o spinoff (separação da companhia em duas) da unidade de celulares e com a procura de um líder para esta unidade.
Como parte do acordo, todas as questões do processo entre a Motorola e Icahn vão ser deixadas de lado. Icahn possui cerca de 6,4% da Motorola. Ele tem pressionado a fabricante de celulares e de rede sem fio por vários meses, primeiro travando uma guerra sem sucesso pelo voto dos acionistas para ser eleito ele mesmo para o board.
Ele também argumenta que a Motorola seria mais valiosa separada do que com uma operação única. Icahn atacou enquanto a Motorola estava sofrendo com a perda de resultados financeiros depois do anúncio da receita com o popular Razr cair e a empresa falhar em lançar outro telefone com desempenho semelhante.
A pressão pode ter sucesso. O CEO Ed Zander caiu um degrau na hierarquia no ano passado e em março a empresa anunciou planos de separar a divisão de handsets de suas redes corporativas e domésticas em 2009. A Motorola se tornaria duas empresas, cada uma com seu estoque próprio. O plano ainda precisa de algumas aprovações.
Willian Hambrecht, fundador, presidente do conselho e CEO de serviços financeiros da WR Hambrecht e o diretor do fundo de investimentos de Icahn, Keith Meister, vão ser nominados para o conselho da empresa na reunião anual de acionistas.
Meister também foi apontado para começar a servir o conselho imediatamente. Hambrecht e Meister foram permitidos a comunicar a Icahn sobre as atividades do conselho e assuntos discutidos, mas com algumas regras de confidencialidade.
Icahn investe amplamente e tem a reputação de usar sua propriedade em grandes assuntos de interesse de várias empresas para trazer sobre as mudanças. No ano passado, ele demandou que os acionistas da BEA vão ser autorizados a votar na proposta da Oracle de comprar a fabricante de software corporativos. O acordo passou a representar um voto especial dos acionistas na última semana. Em 2005, ele falou para a Time Warner para reverter seus problemas da aquisição em 2000 pela AOL. Mas isso nunca aconteceu.
Stephen Lawson – IDG News Service, EUA
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