A unidade de mercados emergentes da IBM (Growth Market Unit) já não mais existe. A companhia encerrou essa divisão para dar foco à regionalização dos negócios e maior assertividade para a transmissão da mensagem da organização para suas filias e parceiros, conta Dave Carlquist, vice-presidente global de canais do grupo de sistemas e tecnologia da empresa.
Segundo o executivo, agora a divisão dos territórios globais pela IBM é feita de uma forma mais centrada. Grande China, Ásia Pacífico, Europa, Oriente Médio e África (EMEA), e América Latina são as unidades que respondem diretamente para a matriz da corporação.
“Não ter a GMU não muda o compromisso com o crescimento desses mercados. Pelo contrário, teremos mais foco e especializações regionais, sem, por exemplo, fazer o mercado latino responder para a China”, explica. “Assim, conseguimos tratar esses mercados como únicos em diversas formas”, acredita.
Dessa forma, a companhia volta a ter a mesma estrutura hierárquica que possuía há dez anos. Mas com um pensamento mais maduro para lidar com mercados de culturas tão diferenciadas, diz Carlquist.
“O mercado latino-americano tem sido uma operação grande para a IBM. Teremos melhor alcance, maior proximidade com as necessidades da região, pois a mensagem vem direto a nós, sem passar por tantas pessoas”, exemplifica.
Após uma mexida, o fim
Em outubro de 2013, a CEO Virginia ?Ginni? Rometty fez mudanças na unidade de mercados emergentes, como relatou à época o The Wall Street Journal.
Para resolver o problema com as vendas e a falta de direcionamento correto para a estratégia de ida ao mercado, ela voltou a colocar Bruno Di Leo como líder global da GMU. Foi ele, aliás, que tornou as bases da unidade algo forte, com altas taxas de crescimento, relatou o WSJ. Ele deixou o grupo em 2012. Atualmente, ele é vice-presidente sênior de vendas e distribuição da Big Blue.
*O jornalista viajou ao PartnerWorld Leadership Conference à convite da IBM
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