A IBM já começou a incorporar ofertas da SoftLayer ao seu portfolio de SmartCloud aqui o Brasil. Nas últimas semanas, toda a força de vendas da companhia vem sendo apresentada às diferentes possibilidades de negócios proporcionadas pela ampla gama de serviços de IaaS oferecidos pela SoftLayer, recém adquirida pela IBM. Inclusive os servidores dedicados (os chamados bare-metal). A IBM também está investindo em parcerias para apoiar esta estratégia de consolidação nuvem pública com foco tanto no mercado corporativo quanto em startups, fornecedores de SaaS, PaaS e desenvolvedores.
O segmento de nuvem pública está a tornando-se muito competitivo, na
medida em que fornecedores dedicados de cloud, operadoras de
telecomunicações e empresas de TI (como a Microsoft e a Hewlett-Packard) almejam conquistar uma quota deste mercado. A SoftLayer é uma das maiores fornecedoras mundiais de infraestrutura de
cloud computing. A aquisição da empresa, concluída no início de julho,
vai ajudar a IBM a competir mais agressivamente com a
Amazon.com, que tem uma posição dominante no serviço de computação em
nuvem para pequenas e médias empresas. A meta da IBM é alcançar 7
bilhões de dólares em renda, até 2015, com hardware, software e serviços
voltados para a nuvem, em todo o mundo.
A IBM já possui hoje, no seu portfolio, ofertas que incluem plataformas
de nuvem privada, pública e híbrida. A compra da SoftLayer garente
uma oferta própria mais abrangente, na medida em que as empresas muitas
vezes procuram manter algumas aplicações em data centers enquanto
outras se movem para as nuvens públicas. Com a SoftLayer a IBM agrega facilidade e rapidez de contratação de serviços IaaS, além de seu gerenciamento, via site, com atendimento personalizado via chat e pagamento feito através de cartão de crédito. Até mesmo a contratação de bare-metal é feita na modelagem comercial de cloud, pagando por uso. Ou seja, comprar um servidor físico pago por hora.
“Quando a gente percebeu a maneira como eles trabalham e estão estruturados no Brasil, desde 2005, com mais de 1,2 mil clientes brasileiros de diferentes segmentos, mesmo sem ter investido em operações locais, percebemos que esse modelo era atraente para as empresas brasileiras e certamente tem muito espaço para crescer no país”, afirma José Luis Spagnuolo, diretor de Cloud Computing e Smarter Analytics da IBM Brasil.
Há entre esses clientes da SoftLayer no Brasil empresas nas quais a IBM nunca chegou a ser cogitada como fornecedora de serviços. A maioria delas PMEs, atraídas pela facilidade de contratação de infraestrutura com pagamento mensal através de cartão de crédito, modalidade de conbrança até então não disponível na cloud pública da IBM.
Para atender melhor esses clientes e parceiros da SoftLayer e alavancar negócios, a meta da IBM é trabalhar com ofertas globais (preço único no mundo, excluindo os impostos locais) com pagamento em moeda local (real) e cartão de crédito nacional.
Não está descartada nem mesmo a possibilidade do centro de delivery de cloud da IBM em Hortolândia, onde a empresa fez o aporte de R$ 40 milhões em um data center, ser incorporado à oferta global da SoftLaye, que já conta com 13 data centres no mundo, nenhum deles na América Latina. “Há uma grande chance disso vir a acontecer. Estamos trabalhando no business case e o Brasil está na mira da corporação. É só uma questão de adequar o plano de investimento em relação à projeção de mercado”, afirma Spagnuolo. A missão é fomentar uma quantidade suficiente de clientes que justifique o investimento na ampliação do data center de Hortolândia.
“Estamos investindo muito também em aportar o benefício da cloud de alocação de recursos por uso ao nosso negócio de outsourcing tradicional”, explica Edna Massuda Kee, executiva de Serviços de Cloud da IBM Brasil. A intenção é compor serviços self service com os customizados, que requerem uma participação maior do time da IBM. Com esse tipo de abordagem, mais focada no self service, a IBM diz estar conseguindo atingir diretamente as áreas de negócio dos clientes (marketing, RH e finanças, principalmente), atraindo novos computadores fora da área de TI.
“Um diretor de marketing pode contratar um serviço para rodar uma campanha por um período específico, um líder de RH pode ter uma nuvem para testar um novo modelo de folha e pagamento, sem submeter o pedido à área de TI, que por sua vez pode focar em sistemas críticos e voltados ao core da empresa”, explica Spagnuolo. A intenção, segundo ele, não é fazer um baypass da TI, mas librerar o CIO para focar mais no desenvolvimento de sistemas estratégicos para o negócio da sua empresa.
Nos próximos meses o mercado também ouvirá muito falar em parcerias da IBM com fornecedores de SaaS para ofertas conjuntas usando a infraestrutura da SoftLayer, inclusive operadoras de telefonia (especialmente as que já trabalham hoje na criação de storefront) e empresas como a Totvs e a Senior.
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