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Cloud: IBM Brasil aposta no BlueMix para atrair desenvolvedores e startups

A IBM está intensificando seus esforços para atrair startups – e desde o fim
de abril vem fazendo uma série de anúncios envolvendo seus serviços de nuvem
capazes de beneficiar empresas nascentes e desenvolvedores de projetos
inovadores. Entre esses anúncios estão a atualização da plataforma de
desenvolvimento na nuvem, BlueMix,
para acolher novas empresas (com até três anos de existência) e o lançamento do
clod
marketplace
, reunindo todas as soluções da empresa para startups, como o
programa Catalyst, da
SoftLayer.

No Brasil, a IBM começa a apresentar a plataforma BlueMix formalmente ao
mercado, agora, no fim de maio, já preparando o ecossistema para o seu
lançamento oficial ainda no primeiro semestre de 2014. Hoje, a BlueMix ainda é
uma oferta de plataforma como serviço (PaaS) beta. Em paralelo, a IBM Brasil
vem investindo no relacionamento com as universidades, incubadoras e
aceleradoras de empresas para identificar desenvolvedores e startups candidatos
a serem apoiados pelos programas de empreendedorismo da IBM, incluindo o
Catalyst.

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A intenção da companhia, de acordo com Marcela Vairo, gerente de Alianças, é
identificar ideias inovadoras, globais, que tenham potencial para atingir o mundo
inteiro e sejam capazes de complementar o portfólio da própria IBM, de gerar
novos negócios adquiridos pela companhia ou de crescer ancorada em tecnologias
IBM, demandando cada vez soluções da empresa em uma relação ganha-ganha.

“A gente olha para startups através desses três prismas: ideias
inovadoras que tenham oportunidade de mercado global, seja para complementar as
minhas soluções seja para crescer junto”, afirma a executiva. “A
nossa forma de chegar a elas é através da nossa parceria com as universidades,
incubadoras, aceleradoras, anjos e empresas de venture capital. Portanto, entre
os critérios, além de ter menos de três anos de existência, as empresas
precisam ser membros de uma incubadora ou aceleradora com as quais temos
parcerias ou ser indicada por investidores ligados a associações com as quais
também temos parcerias”, explica.

Entre as principais parceiras da IBM estão a StartupFarm, a 21212, a Anjos
do Brasil e a ABVCAP.

Importante: a IBM Brasil não coloca dinheiro diretamente nas startups. Elas
são apoiadas com infraestrutra flexível, barata e de baixo custo e risco, e
também com mentoria tecnológica e de negócio. “O programa Catalyst, da
SoftLayer, é um bom exemplo disso”, afirma Marcela Vairo. No mundo, o
programa Catalyst, hoje com mais de 800 participantes, é tanto uma incubadora
para startups de nuvem – como as brasileiras AudioMonitor e Zertico – quanto um
alimentador para os negócios da Softlayer.

A startup AudioMonitor – do grupo Sky Software – lançou uma solução voltada
ao setor de entretenimento: o sistema AudioMonitor Air Play, que monitora (via
streaming e em tempo real) a programação de 2 mil rádios de todo o Brasil,
24/7, e analisa os dados gerados, considerando quantidade de inserções,
horários, audiência e localidade. Os relatórios de estatísticas e tendências
são de interesse de artistas, agências de publicidade e já começam a atrair
também as gravadoras. As informações são disponibilizadas em um dashboard
interativo, disponível em interface Web, que possibilita que artistas e empresários
possam, a partir dos dados coletados, balizar a tomada de decisões de negócios,
o direcionamento de investimentos e o controle dos direitos autorais.

“A parceria com a IBM foi imprescindível para a viabilização de nosso
projeto, que já nasceu na nuvem. Não teria condições de criar o serviço se
tivesse que investir em hardware próprio. Também perderia flexibilidade”,
afirma César Sponchiado, CEO da Sky Software.

CIOs devem ficar atentos à BlueMix
De acordo com Marcela Vairo, a IBM vem flexibilizando o modelo comercial da companhia para atender também a inovação dentro das empresas. “Estamos vendo muito novas empresas abrindo novas áreas de negócio para prestar um serviço diferenciado dentro da sua própria cadeia de valor”, explica a executiva. “Então temos criado novos modelos de negócio de trás para frente, cobrando por mês indepente, da solução ser SaaS ou não. Ou, no caso de negócios disruptivos, através de programas de revenue share”, completa.

Há casos de empresas  spin-offs nascidas nos programas de inovação de grandes empresas, com planos de negócios estruturados pela StartupFarm, que podem ser candidatas ao apoio da IBM via Catalyst, por exemplo. Assim como há casos de empresas investindo no desenvolvimento de aplicações, necessitando de ambientes de desenvolvimento e testes na nuvem facilmente customizados através da solução PaaS BlueMix, que acaba de ser integrada com a plataforma IBM de desenvolvimento mobile Worklight.

“Teremos APIs, nossas e de parceiros, para ganhar produtividade no processo de desenvolvimento na nuvem. O que torna o BlueMix atraente para empresas de todos os portes, não só as startups. Grandes bancos, por exemplo, podem desenvolver na nuvem, com flexibilidade e segurança, até mesmo aplicações on-premises. O modelo de cobrança também será bastante flexível”, afirma a gerente de Alianças da IBM Brasil.

“Nesse momento, estamos dicutindo, considerando todo o ecossistema, qual será o melhor modelo para disponibilizar o BlueMix para o mercado. Como a gente vai conseguir o ganha-ganha”, diz José Luiz Spagnuolo, diretor de Cloud Computing e Smarter Analytics/Biga Data da IBM Brasil.

O importante é ter em mente que empresas clientes têm toda abertura para procurar a IBM com ideias disruptivas, que serão analisadas caso a caso.

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Published by
cristina.deluca
12 anos ago

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