IA física representa mudança ‘quase genética’ para setor de telecom, defende Ericsson

Para Rodrigo Dienstmann, apesar da inteligência artificial, redes do futuro precisam ser centradas no consumo humano

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Rodrigo Dienstmann, CEO da Ericsson no Brasil
Rodrigo Dienstmann, CEO da Ericsson no Brasil Foto: Divulgação

A inteligência artificial física, aquela com implicações no mundo real, integrada à equipamentos diversos, terá impacto profundo sobre as infraestruturas de telecomunicações atuais. É uma mudança “quase genética”, defende em comunicado Rodrigo Dienstmann, presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina.

O executivo detalhou a visão da empresa sobre o futuro do setor após participação no Mobile World Congress de 2026. Segundo ele, a aplicação de IA na gestão das redes reduz custos operacionais, libera capital e melhora a qualidade do serviço, tornando as operadoras mais competitivas, e abrirá caminho para novos modelos de negócio. No entanto, é preciso que a transição para as redes do futuro seja “centradas no consumo humano”.

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“Estamos vivendo uma mudança quase genética na forma como as redes são projetadas e operadas. Elas não serão mais “engenheiradas” apenas para o uso humano, mas para uma nova era de IA Física, o que muda completamente a lógica da indústria”, afirma Dienstmann.

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Segundo o executivo, a IA está evoluindo para equipar robôs, drones, óculos de realidade aumentada e câmeras inteligentes. Essas aplicações devem gerar grande volume de dados no uplink (envio de imagens, telemetria, entre outros), o que exigirá uma arquitetura de rede descentralizada para inferência de baixa latência e processamento de dados nas bordas da rede (edge computing) para garantir respostas em tempo real, sem sobrecarregar dispositivos.

A Ericsson diz que sua estratégia é apoiar as operadoras em três frentes: adoção do 5G standalone para maior flexibilidade e uso do fatiamento de rede (network slicing) para redes virtuais; a monetização de APIs, para criação de aplicações que as operadoras possam transformar em novas fontes de receita; e a automação da gestão da rede, tornando-as mais autônomas (e mais econômicas).

O executivo também mencionou o 6G, próxima geração de redes móveis, prevista para 2030, e que já vai nascer com uma arquitetura nativa em IA e capacidade para, por exemplo, sensoriamento de rede. Além disso, iniciativas como o Open Telco AI buscam criar uma IA especializada no domínio de telecomunicações para automação mais segura e específica para o setor, ao invés de modelos genéricos.

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