Humanidade 2.0 será fruto da união de máquinas e humanos

Publicado:

Leitura 2 minutos

inteligencia artificial união

Depois que inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) ganhou notoriedade em função de filmes e séries de ficção científica, você deve se perguntar como ela pode transformar a sociedade e se as máquinas vão realmente dominar os humanos e o mundo. Para refletir sobre o tema, Carlos Azevedo, pesquisador de inteligência de máquina da Ericsson Research, levou para o palco da Campus Party sua visão de futuro.

Segundo ele, AI vai explodir nos próximos anos e já está em uso em diversos campos atualmente. “Estamos vivendo um momento interessante de grandes mudanças, com muitas oportunidades e descobertas na área”, disse, citando caso recente de robôs que conseguiram identificar câncer de pele tão bem quanto dermatologistas.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Outros exemplos não faltam, garantiu. Ele citou cinco deles: robôs cirúrgicos; testes de inteligência artificial verbal que faz encadeamento lógico com níveis de inteligência comparados ao de humanos; transcrição de conversas gerais em texto; inteligência artificial superando pontos de humanos em jogos e Atari em questão de horas; e o computador vencendo o campeão mundial do jogo chinês Go.

A evolução dos computadores, portanto, deverá gerar o que o especialista acredita ser a Humanidade 2.0, na qual humanos e máquinas trabalhão juntas. Para ele, a Humanidade 2.0 vai gerar uma explosão de inteligência no mundo, a unificação da inteligência e a redefinição da humanidade.

“A inteligência artificial caminha rumo à inteligência amplificada. Não são humanos contra máquinas. São os dois juntos, colaborando”, comentou, apontando que a unificação das inteligências artificial e neural vai gerar controle compartilhado e ciclos mútuos de aprendizado. “Máquinas terão condições de colaborar com a gente, entender e mostrar empatia com os humanos para interagir e gerar ciclos de aprendizados mútuos”, completou.

Para ilustrar a convergência, Azevedo listou três perspectivas para ela: cérebro como serviço, no qual a máquina faz a leitura de ondas cerebrais e interpreta padrões; internet das habilidades, na qual humanos vão controlar robôs a distância ajudando em cirurgias, por exemplo; e, por fim, inteligência motora, na qual a máquina replica o movimento humano, como no caso de pessoas amputadas.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita