A Huawei unificou suas operações no Sul e Norte da América Latina – que até pouco tempo atuavam de maneira apartada. O processo fortaleceu a subsidiária da provedora no Brasil, que acabou sendo “descolada” da região e subiu um degrau na hierarquia. Dessa forma, a operação brasileira da empresa passa a responder diretamente à matriz da fabricante, na China.
O movimento dá mais autonomia a subsidiária nacional e vincula-se ao bom desempenho verificado pela provedora no País. A iniciativa, ainda, alinha-se a um processo de transição iniciado há cerca de dois anos.
A fabricante chinesa revela otimismo com relação ao mercado brasileiro. A empresa firmou alianças recentes com operadoras de telecom para alavancar conceitos de cidades inteligentes no mercado brasileiro. Ainda, a companhia trouxe data centers para o país e estabeleceu parcerias com universidades para formação e capacitação de mão de obra.
“Nos últimos 16 anos fizemos muito [no mercado brasileiro] mas há muito espaço para fornecer melhores serviços e aplicações”, comentou Jason Zhao, CEO da subsidiária nacional da provedora.
José Augusto Oliveira Neto, CTO da Huawei Brasil, acredita que o mercado nacional tem grande potencial em ofertas de infraestrutura de data centers e aplicações na nuvem, que crescerão de forma exponencial a medida que a banda larga melhorar.
A companhia faturou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em 2014, no mercado brasileiro, onde atua desde 1999. Provedora opera no país com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife (PE) e Curitiba (PR). Na capital paulista, ainda, mantém um centro de Pesquisa & Desenvolvimento.
América Latina
Não há definição sobre onde será a sede latino-americana da empresa. Existe a possibilidade de que o escritório que comandará a região (exceto Brasil, agora independente) seja no México, uma vez que o presidente da provedora para a América Latina, Zheng Liangcai, fica baseado no país.
No entanto, a base regional pode ser na Argentina, uma vez que, no segundo semestre de 2013, a provedora divulgou que migraria sua sede latino-americana de São Paulo para Buenos Aires, em uma estratégia que consideraria um investimento de US$ 20 milhões e a criação de 200 postos de trabalho em solo argentino.
Globalmente, a companhia verificou receitas da ordem de US$ 46,5 bilhões em 2014. Suas ofertas consideram os setores de operadoras, corporativo e consumo.
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