Huawei confirma venda de unidade de smartphones ‘Honor’ para consórcio

Oferta, estimada em US$ 15 bilhões, foi feita por empresas que fornecem componentes à fabricante como forma de manter negócio após bloqueio americano

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Huawei deve vender unidade de smartphones em negócio bilionário com consórcio chinês — Foto: Adobe Stock

Huawei comunicou nesta terça-feira (17) que está vendendo toda a unidade de smartphones Honor, com dispositivos voltados para o público jovem e com aparelhos das linhas baixa e intermediária de preço. 

No anúncio, a empresa afirmou que “não terá ações ou se envolverá em qualquer gestão de negócios ou atividades de tomada de decisão na nova empresa Honor.” A compra foi realizada pelo Shenzhen Zhixin New Information Technology Co., um consórcio de parceiros e empresas apoiadas pelo governo. 

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Formado por cerca de 30 empresas que atuavam como fornecedores da Huawei, o consórcio tem como objetivo separar a marca da empresa chinesa, possibilitando uma aproximação com o mercado americano e, talvez, obter permissão para atuar dentro dos EUA — possibilidade inexistente para a Huawei, já que os negócios americanos estão proibidos de realizar parcerias ou vendas para empresa, por decreto emitido pelo governo de Donald Trump. 

No comunicado anunciando a venda, a Huawei admitiu os problemas enfrentados pela companhia por conta da sanção americana.

“A linha da Huawei voltada ao consumidor tem estado sob enorme pressão ultimamente. Isso se deve a uma indisponibilidade persistente de elementos técnicos necessários para nosso negócio de telefonia móvel”, disse a empresa 

O consórcio de compradores inclui agentes e revendedores da marca Honor, bem como muitas entidades apoiadas pelo governo de Shenzhen e a plataforma de comércio eletrônico Sunning.com Group. A China Telling Telecom, distribuidora dos smartphones Huawei, Samsung e Apple, também está entre os compradores.  

A venda já vinha sendo discutida há semanas, por conta da movimentação de empresas chinesas e, apesar de nenhum valor de compra ter sido divulgação, estima-se que o negócio gerou cerca de US$ 15 bilhões aos cofres da companhia. 

*Com informações da Nikkei Asia  

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