Absolutamente todas as grandes tendências do mercado de tecnologia, hoje amplamente abordadas e discutidas em diferentes momentos e ocasiões, levam em comum, além da hiperconexão, ao fato de que assegurar a transição dos dados é primordial, principalmente entre devices que trafegam entre os ambientes corporativos e pessoais.
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Porém, conforme as tecnologias evoluem, mais ?objetos? começam a se conectar à internet, contando com softwares de inteligência capazes de conversar com sistemas de TI. ?No futuro, todo o tipo de equipamento com acesso à internet, que receba dados fundamentais sobre alguém ou uma empresa, pode se tornar um alvo em potencial de hackers e cibercriminosos?, afirma o analista sênior de malware da Kaspersky, Fábio Assolini.
O grande personagem deste futuro é o IPV6, que trará, de fato, a internet das coisas para os usuários. ?Teremos IPs sobrando, que poderão ser usados em diferentes equipamentos e produtos, todos se tornando potenciais alvos de ataques?, explica Assolini. ?Em breve, teremos a ampliação do perímetro de segurança para os usuários.?
Bem, daqui para baixo vou viajar bastante nas possíveis futuras atribuições dos departamentos de TI ? que não necessariamente poderão ter esse nome -, e que, em alguns casos, já até fazem parte de um ambiente gerido pelo pessoal de tecnologia. Vamos a alguns exemplos:
Carros: cada vez mais, os sistemas de gestão e gerenciamento dos automóveis comportam tecnologias sofisticadas. Para usuários finais, por assim dizer, muitas funcionalidades têm sido estudadas para a integração de experiência de uso do carro ? como de áudio na nuvem, onde você dá continuação a uma música que estava ouvindo em seu device no rádio do carro.
Porém, quando colocado o veículo dentro da empresa, ele se torna um ativo corporativo, que pode receber chamadas de áudio e vídeo, por exemplo, ou contar com um sistema interno que informa a próxima troca de óleo, revisão, desgastes do pneu, entre outras coisas ? como na Fórmula 1, mas em menores proporções. Essa gestão seria equivalente ao departamento de TI saber quando vencerá a licença de um antivírus ou quando há problemas de conectividade com um usuário na rede.
Hoje, empresas focadas no desenvolvimento de softwares para distribuição já fazem isso, como a Sofit, seja para acompanhar os caminhões, vans, camionetes, entre outros veículos, e essas atribuições podem pingar no departamento de TI de uma empresa convencional (com muito menos veículos para cuidar), mas com a ?gestão? feita por outra área ? como operações.
Não somente isso, já há vídeos no YouTube mostrando hackers que conseguiram roubar veículos de luxo, como uma BMW, por meio de ataques via ondas de rádio, que conseguem abrir as portas e ligar o automóvel. ?São clones das chaves, que quebram a criptografia do veículo, por meio das ondas do rádio?, conta Assolini.
GPS: hoje, alguns equipamentos de GPS já estão conectados, conseguindo gerar rotas alternativas em dias de trânsito, interagindo em tempo real com o motorista ? tecnologia bastante semelhante ao que o Google quer emplacar com a tecnologia Google Now. Porém, imagine que esse sistema possa ser hackeado, criando um link com outro veículo, que perseguirá o carro da empresa e também saberá das prováveis rotas que o motorista vai tomar. ?Por mais futurista que pareça, é possível. A empresa poderá adicionar o GPS ao sistema de gestão, conseguindo, dessa forma, bloquear o sinal de transmissão ou criar um ambiente seguro para o automóvel?, explica Assolini.
Eletroeletrônicos: fato sabido, algumas fabricantes, como a Samsung, já criaram uma linha de geladeiras que envia tweets ao proprietário, informando que algum alimento acabou ou que a data de validade de alguns itens está para expirar.
Digamos que um supermercado do qual sua empresa seja cliente crie uma aplicação para compras que seja compatível com a sua geladeira. Nesta aplicação você tem que colocar dados do seu cartão de crédito para fazer compras. ?Se tem transação financeira, tem hacker de olho?, alerta Assolini. O executivo explica que, conforme esses eletrodomésticos começam a surgir ? e eventualmente caiam no gosto e caibam no bolso do consumidor -, as ameaças também aparecem. ?O hacker consegue ?sequestrar? os dados do seu cartão de crédito, invadindo o software da sua geladeira?, informa analista da Kaspersky.
Smart TVs: a evolução do acesso a internet tem mostrado algo de forma bastante absoluta: tudo está em torno dos aplicativos. Com isso, se a sua Smart TV contar com o aplicativo do seu banco, ela se torna um alvo para hackers. ?Em alguns casos, não falamos da proteção do dispositivo, mas da rede, adicionando um antivírus ao roteador, por exemplo, que poderia facilmente criar um perímetro seguro para a conexão, impedindo abordagens externas de entradas na rede?, diz Assolini.
E, ai, quais são, a seu ver, os possíveis e prováveis alvos de ataque no futuro? Comente
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